28.06.2017 | 09h10


PODERES / LAVA JATO

PF flagra conversa de Wellington Fagundes e ex-assessor de Temer preso

Em uma das conversas “grampeadas” pela PF, o senador de Mato Grosso, Wellington Fagundes, convida Rocha Loures para um jantar, possivelmente, com a presença do ministro do STF, Gilmar Mendes.



O senador mato-grossense Weelington Fagundes (PR) foi flagrado pela Polícia Federal em conversas telefônicas com o ex-assessor do presidente Michel Temer (PMDB), Rodrigo Rocha Loures, preso desde 3 de junho por crimes contra os cofres públicos.

As conversas constam no relatório da PF para a Operação Lava Jato, que investiga desvios bilionários no país, e que serviu de base para a formulação da denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, na última segunda-feira (26).

Em uma das conversas “grampeadas” pela PF, o senador de Mato Grosso convida Rocha Loures para um jantar, possivelmente, com a presença do ministro do STF, Gilmar Mendes. Na conversa, gravada em 5 de maio deste ano, Wellington informou o ex-assessor de que o Ministro dos Transportes, Maurício Quintella, havia confirmado que a assinatura do Decreto dos Portos aconteceria na semana seguinte.

O senador foi o autor do projeto, que prevê a concessão do sistema por até 70 anos às empresas arrendatárias. Segundo a denúncia de Janot, há suspeita de que o decreto assinado por Temer teve o objetivo de favorecer a Rodrimar, empresa especializada em comércio exterior, que opera em Santos (SP).

Temer assinou o decreto no dia 10 de maio.

Janot pediu a abertura de inquérito contra o presidente “de maneira não apenas a confirmar a identidade das pessoas mencionadas, como também esclarecer em quais circunstâncias atuaram para repassar dinheiro ilícito aos denunciados”.

Outro lado

"Em relação à notícia publicada por esse veículo de comunicação, o senador Wellington Fagundes já esclareceu, em outras ocasiões, que sua atuação nessa questão se deu como presidente da Frente Parlamentar de Logística de Transportes e Armazenagem (Frenlog), chamada a dar sugestão na construção do decreto de regulamentação da Lei dos Portos, ao lado de órgãos governamentais e entidades que operam no setor. 

É totalmente equivocada a informação de que o Decreto dos Portos tenha sido originado de projeto apresentado pelo senador Wellington Fagundes. Em verdade, o decreto foi editado pela Presidência da República, a quem cabe iniciativa exclusiva de tal ato. Todos os temas abordados no mencionado decreto foram amplamente discutidos e debatidos em reuniões públicas, transmitidas inclusive pela internet. 

Ressalta-se que o senador Wellington Fagundes é um dos grandes entusiastas do desenvolvimento do Arco Norte da Logística, especialmente da área portuária, no Estado do Pará, e da implantação ferroviária a partir do Norte de Mato Grosso, por entender que esses empreendimentos são estratégicos para desafogar as rodovias, reduzir acidentes e garantir o escoamento seguro da crescente produção agrícola e pecuária do Estado.  

Por isso, atuou na defesa de políticas públicas estáveis, por entender serem necessárias mudanças visando flexibilizar operações, concessões e arrendamento de portos. O senador, nesse mesmo sentido, também trabalha nos projetos de concessão de aeroportos, ferrovias, rodovias, hidrovias e outras alternativas da nossa infraestrutura, de forma a atrair investimentos duradouros e competitivos a todo o setor da logística brasileira. 

Importante destacar que o senador Wellington Fagundes é também autor da PEC 39/16, que converte para forma de Lei Complementar as regras de concessões, transformando o assunto em Política de Estado. Acredita que somente com essa mudança estrutural será possível dar a devida e necessária segurança jurídica aos empreendimentos, para atrair mais investimentos ao país. 

Sua atuação parlamentar na defesa do desenvolvimento da logística é reconhecida no Governo e no Congresso Nacional, com persistente trabalho nesse setor, por entender que somente com uma boa infraestrutura de transportes é possível tornar Mato Grosso e o Brasil mais competitivos, com geração de empregos e oportunidades. 

Sua atuação seguirá de forma republicana, clara e transparente, como tem sido todos os seus atos ao longo de seis mandatos como deputado federal e agora como senador da República e membro titular da Comissão de Infraestrutura."











(1) COMENTÁRIOS

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Pancrácio Perfúrio  28.06.17 11h43
No Brasil, sem exceção , só tem político legislando em causa própria para obter benefícios ! AUTO LOB !!

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