alexametrics
10.06.2017 | 12h50


PODERES / SEM "BARRIGA DE ALUGUEL"

Perri inocenta delegado Stringueta em esquema de escutas clandestinas

O desembargador Orlando Perri afirmou que ao analisar documentos relativos à Operação Querubim não encontrou fatos que liguem o delegado aos pedidos de grampos ilegais.


DA REDAÇÃO

O desembargador do Tribunal de Justiça do Estado (TJMT), Orlando Perri inocentou o delegado de Polícia Civil Flávio Stringueta de ter praticado o crime de “barriga de aluguel”, durante as investigações da Operação Querubim - que em 2015 quebrou o sigilo telefônico da ex-servidora da Casa Civil Tatiane Sangalli, por ela estar supostamente envolvida com o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, em uma ação de ameaça ao governador Pedro Taques (PSDB).

A suspeita sobre o delegado ocorreu depois que a juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, solicitou à Corregedoria do Tribunal de Justiça informações sobre os pedidos de interceptações telefônicas feitos durante a operação.

Por meio de nota, o desembargador disse que ao analisar documentos relativos à operação mencionada não encontrou fatos que comprovem que Stringueta tenha praticado crime no caso.

À época, Stringueta – que conduzia as investigações da Querubim – solicitou à juíza a  quebra do sigilo telefônico de duas pessoas que estariam envolvidas num suposto plano para “prejudicar” o governador Pedro Taques (PSDB), em 2015. As denúncias, segundo o delegado, foram repassadas por uma pessoa não identificada e pela própria Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

Momento antes de inocentá-lo, o desembargador Orlando Perri decidiu afastar “o delegado Flávio Stringueta, das investigações sobre as ações dos policiais envolvidos no sistema de escutas clandestinas, pois ele não tem competência para investigar membros com prerrogativa de foro privilegiado e que teriam sido apontadas como suspeitas de participação direta nos "grampos", tanto da Polícia Militar, quanto da Polícia Civil.

Perri reiterou que solicitou ao delegado o relatório das investigações decorrentes ‘Operação Querubim’ e constatou que não houve a inserção de telefones de terceiros (o chamado ‘barriga de aluguel’) no caso”.

Além disso, autorizou a divisão do processo de investigação dos grampos ilegais em Mato Grosso em duas partes: a primeira, com nomes das pessoas interceptadas, transcrições de diálogos e parte de investigações, será mantida em segredo de Justiça. A ação foi movida pela Ordem dos Advogados do Brasil, através de notícia-crime, e pedia a quebra do sigilo da investigação.

Outra denúncia

A OAB também denunciou, na sexta-feira (9), outro caso de interceptação telefônica ilegal no Estado. O documento foi protocolado no TJMT e também terá relatoria do desembargador Orlando Perri.

O presidente da Ordem, Leonardo Campos afirma que outros quatro números de telefone foram inseridos clandestinamente entre escutas realizadas em uma operação do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Clique aqui e entenda o caso).

Leia mais

Desembargador afasta Stringueta da investigação dos 'grampos'

Veja a nota na íntegra:

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) esclarece que o processo que investiga as interceptações telefônicas irregulares, foi dividido em dois. Parte segue em segredo de justiça - nomes dos grampeados, transcrições dos diálogos e parte de investigações da Operação ‘Ouro de Tolo’ que também estão sob sigilo. As demais informações seguirão sem segredo. O processo foi encaminhado para o procurador-geral de Mato Grosso, Mauro Curvo, depois de uma queixa-crime apresentada pelo OAB/MT.

O desembargador afastou o delegado Flávio Stringueta, pois ele não tem competência para investigar membros do Ministério Público do Estado. Perri reiterou que solicitou ao delegado o relatório das investigações decorrentes ‘Operação Querubim’ e constatou que não houve a inserção de telefones de terceiros (o chamado ‘barriga de aluguel’) no caso.

Parte do processo seguirá sem o segredo de justiça como os depoimentos e atos processuais que decorrem das investigações. Por fim, o relator do processo – desembargador Orlando Perri – disse que não irá se manifestar a respeito do processo e se concentrará na análise acurada proveniente das investigações.











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO

Bebe Prime