16.02.2020 | 13h40


PODERES / VERBA EXTRA

Participação em conselhos 'engordam' salários de secretários em R$ 86 mil

7 secretários de Estado, 5 adjuntos e 2 presidentes de autarquias receberam complemento salarial. Governo diz que pagamento do chamado jetom é previsto em lei


DA REDAÇÃO

Sete secretários de Estado, cinco adjuntos e dois presidentes de autarquias receberam juntos, apenas no mês passado, um complemento salarial de pouco mais de R$ 86,8 mil por participações em conselhos administrativos de empresas públicas e sociedade de economia mista.

O valor também é pago a servidores que participam como membros destes conselhos.

O conselho de administração existe desde outros governos e tem como competência fiscalizar a gestão dos diretores das empresas públicas, discutir e monitorar sistemas decisões de prática de governança corporativa.

O secretário que mais recebeu adicional no salário, no último mês, foi Rogério Gallo, titular da Secretaria de Fazenda. Ele ganhou R$ 14.661,36 devido sua participação em quatro conselhos (MT Gás; MT Par; Metamat; Desenvolve MT). O salário dele como secretário é de R$ 40 mil.

Os membros são pagos quando há convocação de reuniões. Se cada um participar pelo menos uma vez por mês durante o ano, o Estado terá que desembolsar mais de R$ 1 milhão com os pagamentos adicionais, conhecidos como jetons. 

O salário de um secretário de Estado varia entre R$ 6 mil e R$ 18.250,90, exceto o chefe da Secretaria de Fazenda.

O conselho administrativo ocorre em quatro empresas públicas do Estado e cada uma paga ‘salário’ diferente aos membros. Em janeiro passado, a Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás) pagou o valor foi de R$ 3.832,50; MT Parcerias S/A (MT Par) R$ 4.562,72; Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat) R$ 3.163,49; Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso S/A – (Desenvolve MT) R$ 3.102,56; Central de Abastecimento do Estado de Mato Grosso (Ceasa), que está em processo de extinção, R$ 5.535,12.

O secretário que mais recebeu adicional no salário, no último mês, foi Rogério Gallo, titular da Secretaria de Fazenda. Ele ganhou R$ 14.661,36 devido sua participação em quatro conselhos (MT Gás; MT Par; Metamat; Desenvolve MT). O salário dele como secretário é de R$ 40 mil.

O secretário de Estado de Gestão e Planejamento, Basílio Bezerra, ganhou o adicional de R$ 11.558,71 para participar dos conselhos do MT Gás, Metamat e MT Par.

César Alberto é conselheiro da MT Gás, Metamat e Desenvolve MT e recebeu R$ 10.098,64. O salário mensal dele é de R$ 6.387,81. O secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, que participa do conselho de administração da MT Gás e Metamat teve R$ 6.995,99 a mais no salário de janeiro.

O secretário que mais recebeu adicional no salário, no último mês, foi Rogério Gallo, titular da Secretaria de Fazenda. Ele ganhou R$ 14.661,36 devido sua participação em quatro conselhos (MT Gás; MT Par; Metamat; Desenvolve MT). O salário dele como secretário é de R$ 40 mil.

A Ceasa, empresa que está em processo de extinção, tem um conselho de administração que ainda está na ativa. O secretário-adjunto-executivo da Educação, Alan Resende, o secretário-chefe do gabinete do governador, Alberto Machado, o Beto 2 a 1, e o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Nilton Bergato, recebem R$ 5.535,12, cada, para participar das atividades do conselho.

O secretário da Agricultura Familiar, Silvano Amaral, a secretária de Educação, Marioneide Kliemaschewswk, e o secretário-adjunto de Comunicação, Mauro Camargo, receberam R$ 3.832,50 para exercer funções no conselho administrativo da MT Gás.

O presidente da Metamat e do MT Par, Juliano Jorge e Wener Klesley dos Santos, que tem o salário de R$ 18,2 mil, receberam o adicional de R$ 3.163,49 e R$ 4.562,72, respectivamente, para ocupar cadeiras como conselheiros das suas empresas públicas. 

O secretário-adjunto de Patrimônio e Serviços da Secretaria de Planejamento e Gestão, Luiz Gustavo Tarrof Carran, participa do conselho da Desenvolve MT e recebeu R$ 3.102,65. O adjunto de Ação Governamental da Casa Civil, Antônio Marcos Rachid Jaudy, com R$ 4.562,72 para participar de reunião do conselho da MT Par.

No site da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão não informa o número de reuniões que cada um participou ao longo do mês.

Veja abaixo a tabela da folha salarial das empresas públicas do mês de janeiro.

Conselho fiscal 

Existe também o conselho fiscal nas empresas públicas ou sociedades mistas em que secretários também participam e recebem o jetom. Na MT Gás, o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, recebeu R$ 1.825,00 para participar das reuniões.

O secretário adjunto de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas, Anildo Cesário Correa, e os secretários de Educação, Saúde e de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, receberam R$ 4.562,72 cada para participar de encontros do conselho fiscal da MT Par.

Outro lado 

Em nota, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão disse que a participação de secretários em conselhos de empresa pública, sociedade de economia mista esta prevista na Lei das Estatais. 

 

O valor pago a cada conselheiro é pago por convocação e o ‘salário’ que cada um recebe é público e esta no Portal da Transparência. 

Veja a nota na íntegra:

Nota sobre participação de secretários em conselhos de empresas públicas

Sim, a participação de secretários em conselhos de empresa pública, sociedade de economia mista e de suas subsidiárias está prevista na Lei 13.303/2016, também conhecida como Lei das Estatais.

A participação em conselhos estaduais é uma prerrogativa dos secretários de Estado, sendo, inclusive, de suma importância, uma vez que os conselhos são responsáveis pela sugestão ou elaboração de políticas públicas em prol de Mato Grosso. O valor destinado aos gestores pela participação em conselhos é público, constando no Portal Transparência.

Quanto ao valor que cada conselheiro recebe ele é pago por convocação, sempre que são chamadas as reuniões e isso também está previsto no Estatuto de cada uma delas.

Galeria de Fotos:
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(14) COMENTÁRIOS

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Júnior N.  17.02.20 18h41
Faltou dizer os Conselhos Administrativo e Fiscal são obrigatórios nas empresa de Sociedade Anônima no Brasil todo, pois a lei das S.A. assim os regem.

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Gilder Gomes  17.02.20 17h49
Entra governo e sai governo e ninguém consegue extinguir está Metamat que é um verdadeiro cabide emprego. Tem uma dívida milionária com o INSS. Enquanto isso, muitos esperando pra tomar posse em concursos que foram aprovados que não podem por causa desses cabides de Emprego que fica caro por serem economia mista.

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vanildo  17.02.20 16h33
DIZ QUE TA TUDO DENTRO DA LEI, O RGA TAMBEM TA NA LEI MAS NÃO E COMPRIDA

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Armindo de Figueiredo Filho  17.02.20 15h28
SIMPLESMENTE>>>>>> U M A V E R G O N H A !!!!! UM ESCÁRNIO....FALAR MAIS O QUE????? SÓ MAIS UMA!!!>>>> TAPA NA CARA DE TODOS OS TRABALHADORES ASSALARIADOS DESTE PAÍS >>> Fim de Papo .....

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ademir  17.02.20 13h06
AI QUEM TEM UM PEQUENO COMERCIO TA MOTO PORQUE COM UM SALARIO DESSE E CONTINUA A LAMBANÇA DOS GOV ANTERIORES?

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