17.06.2020 | 11h35


PODERES / ALVO DA ARARATH

Novelli diz que busca e apreensão foi 'totalmente desnecessária' e repudia medida

O conselheiro afastado foi um dos alvos da 16ª fase da operação Ararath que foi deflagrada pela Polícia Federal, nesta quarta-feira


DA REDAÇÃO

O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), José Carlos Novelli, repudiou a medida de busca e apreensão realizada na manhã desta quarta-feira (17) em sua chácara, em Santo Antônio do Leverger (33 km de Cuiabá).

Ele foi um dos alvos da 16ª fase da operação Ararath que foi deflagrada pela Polícia Federal, nesta quarta-feira. Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o processo está em segredo de justiça. Devido ao sigilo, a Polícia Federal não deu detalhes da operação.

Em nota, assinada pelo advogado de defesa de Novelli, Rodrigo Mudrovitsch, o conselheiro disse que a medida de busca e apreensão contra ele foi "totalmente desnecessária". Ele lembrou que uma operação similar foi executada em 2017, quando foi afastado de suas funções, mas não houve acréscimo de novos elementos.

"Desde o início das investigações, o conselheiro sempre atendeu adequadamente a todas as notificações nas quais foi instado a se manifestar e a apresentar documentos e informações. A medida empreendida na data de hoje afigura-se totalmente desnecessária, uma vez que operação similar nessa investigação já foi executada em 2017, sem acréscimo de novos elementos", manifestou.

"O conselheiro reforça ainda que já são quase três anos de processo investigatório sem resolução e, mesmo com sua conduta colaborativa, ainda se vê vítima de um processo de delação premiada parcial, condenatório e vazio de provas", acrescentou.

Novelli e mais quatro conselheiros foram afastados de suas funções por suposto envolvimento em esquema de corrupção com o ex-governador Silval Barbosa. Os outros acusados são os conselheiros Waldir Júlio Teis, Antônio Joaquim, Walter Albano e Sérgio Ricardo de Almeida.

Os cinco estão afastados do TCE há mais de dois anos, após a deflagração da Operação Malebolge, pela Polícia Federal, em setembro de 2017. 

O suposto esquema foi descoberto no curso das investigações da Operação Ararath, a partir da apreensão de diversos documentos e depoimentos prestados por colaboradores, entre os quais está o ex-governador Silval Barbosa.

Veja a nota do conselheiro na íntegra: 

NOTA À IMPRENSA

O conselheiro José Carlos Novelli repudia a medida de busca e apreensão realizada na manhã desta quarta-feira (17).

Desde o início das investigações, o conselheiro sempre atendeu adequadamente a todas as notificações nas quais foi instado a se manifestar e a apresentar documentos e informações.

A medida empreendida na data de hoje afigura-se totalmente desnecessária, uma vez que operação similar nessa investigação já foi executada em 2017, sem acréscimo de novos elementos.

O conselheiro reforça ainda que já são quase três anos de processo investigatório sem resolução e, mesmo com sua conduta colaborativa, ainda se vê vítima de um processo de delação premiada parcial, condenatório e vazio de provas.

Rodrigo Mudrovitsch

Advogado  

Leia mais

PF deflagra 16ª fase da operação Ararath; conselheiro afastado do TCE é alvo











(1) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Servidores públicos   17.06.20 11h48
PARABÉNS A POLÍCIA FEDERAL, PELO BRILHANTE TRABALHO FRENTE A ESTE TCE, JUSTIÇA NELES

Responder

0
0
Matéria(s) relacionada(s):

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO