06.07.2017 | 07h00


MANDATO CASSADO

'Não preciso usar o cargo para vencer eleições', diz Lucimar

A prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos (DEM), negou que tenha usado publicidades institucionais para se promover politicamente nas eleições de 2016.


DA REDAÇÃO

A prefeita Lucimar Campos (DEM), que teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral de Várzea Grande - juntamente com seu vice, José Aderson Hazama (PRTB), por uso ilegal da máquina pública durante a campanha de reeleição de 2016 - disse, na tarde de quarta-feira (5), que não precisa se beneficiar de propaganda institucional da prefeitura para vencer o oponente, o coronel Pery Taborelli, segundo colocado na disputa.

A democrata diz que respeita a decisão do juiz Carlos José Rondon Luz, que alegou, ao deferir a perda do mandato, que Lucimar Campos gastou apenas no 1º semestre do ano passado R$ 1,2 milhão em publicidade, valor 600% maior que nos anos de 2013, 2014 e 2015 - que registraram R$ 600 mil.

No entanto, ela rebateu o magistrado afirmando que usou recursos próprios em sua campanha e não precisa usar a máquina para se promover porque recebeu cerca de 76% dos votos dos várzea-grandenses.

“A minha campanha foi realizada com recursos próprios. Além de tudo, nós não precisamos [de propaganda] porque quase 77% da população votou conosco. Nós não precisamos de propaganda, ao contrário, quem precisa é a prefeitura e a nossa cidade”, argumentou.

“A minha campanha foi realizada com recursos próprios. Além de tudo, nós não precisamos [de propaganda] porque quase 77% da população votou conosco. Nós não precisamos de propaganda, ao contrário, quem precisa é a prefeitura e a nossa cidade”, argumentou.

No processo de cassação, o magistrado destacou que a prefeita utilizou o desconto no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para se promover politicamente. 

“Fizemos um trabalho para que a nossa cidade tivesse mais condições para ter mais IPTU e sobre a campanha na área de Saúde, que todo mundo faz. Fizemos o “Mutirão Fiscal” a convite da Justiça. Nem a logo da nossa marca [política] tinha nessas propagandas”, disse.

Decisão

A decisão do magistrado prevê, além da cassação do mandato, multa de R$ 60 mil, que deve ser paga solidariamente por Lucimar e pelo secretário de Comunicação, Pedro Marcos Campos Lemos. Hazama também foi multado, no valor de R$ 5 mil.

Conforme o juiz, a ação afetou a igualdade de oportunidade entre os outros candidatos à Prefeitura de Várzea Grande. O pedido de cassação foi feito pelo ex-deputado Pery Taborelli, que disputou a prefeitura com Lucimar em 2016.

Os políticos recorrerão da decisão no Tribunal Regional Eleitoral e podem permanecer nos cargos até o fim do processo











(1) COMENTÁRIOS

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Luciano  06.07.17 10h41
Mero capricho do referido Juiz eleitoral , serve apenas para colocar lenha na sofrida Várzea Grande , falta do que fazer desse Juiz só isso !

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