alexametrics
17.01.2019 | 17h00


PODERES / ANTIGO CEPROMAT

MTI tem folha de R$ 100 milhões; Salários chegam a R$ 60 mil

Empresa de economia mista é uma dos seis órgãos que o Governo pretende fechar, caso a Assembleia Legislativa aprove a Reforma Administrativa.


DA REDAÇÃO

Supersalários de servidores, folha de pagamento astronômica, gastos milionários com empresas particulares que prestam o mesmo tipo de serviço são apenas alguns dos problemas financeiros causados pela Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), que justificam - segundo o Governo - sua extinção.

Uma auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE), realizada em outubro de 2018, por exemplo, mostra que o Governo gasta R$ 35 milhões, de forma “desnecessária”, com empresas que prestam os mesmos serviços que a princípio deveriam ser realizados pelo MTI. 

A empresa de economia mista é uma dos seis órgãos que o governo estadual pretende fechar, caso a Assembleia Legislativa (AL) aprove a Reforma Administrativa. Os gastos com a folha salarial do MTI chegam a R$ 100 milhões anualmente, valor considerado extremamente alto, considerando que a empresa tem aproximadamente 500 servidores.

Deste total, 73 servidores efetivos recebem valores acima de R$ 20 mil. O Estado alegava, à época, que o salário deles é compatível com dos demais servidores públicos, contudo, a remuneração para que estes servidores trabalhem de casa faz com o vencimento final atinja valores maiores de remuneração, como é o caso de um servidor que chegou a receber, em um único mês, R$ 60 mil.

O problema é que quase 40% dos servidores públicos não receberam sequer seus salários na data prevista para o pagamento. Em janeiro, apenas 65% da folha foi paga. O escalonamento é uma realidade que ‘deu as caras’ na gestão Pedro Taques (PSDB) e o novo Governo já avisou que o problema pode durar até dois anos.

O governo terá que desembolsar R$ 519 milhões para pagar a folha de janeiro. Hoje Mato Grosso conta com 103 mil funcionários públicos.

Empresa X Empresas

Apesar de a MTI ter seu quadro de servidores para desempenhar suas funções, como prover “serviços e soluções tecnológicas eficientes e integradoras, com alta credibilidade e excelência operacional, contribuindo de forma efetiva para implantação do Governo Digital”, contratos beneficiam empresas como a Ábaco Tecnologia da Informação Ltda, que recebeu R$ 20 milhões no ano passado para auxiliar o órgão em seus serviços. 

Stelmat Teleinformartica Ltda (R$ 5 milhões anuais) e Squadra Tecnologia S/A (R$ 3,9 milhões) também receberam dinheiro que nas considerações da CGE foram mal empregados.

As informações sobre os gastos com os servidores podem ser acompanhadas www.transparencia.mt.gov.br











(4) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Servidor  20.01.19 16h58
Mato Grosso Mais, fui ver a tabela do Serpro e do povo da área meio. Na do serpro você não viu a outra tabela de bonificação por cursos e qualificação que imagino complementa a principal do salário. Na dos TAIG aqui de MT é muito parecida com a de analista de TI 40 do MTI. Mas com um problena grave. O intersticio dos TAIG é 3 anos. Eles chegam no topo da carreira em 9 anos. Na MTI demora 20. Daqui 3 anos teremos muitos antigos TAIGs em fim de carreira e por muitos anos até aposentarem e pelo MTPREV com salario integral. Onerando a nossa previdência com grande deficit. O MTI aposenta pelo INSS com o teto. Informações para vocês leitores refletirem.

Responder

1
0
Mato Grosso MAIS   19.01.19 10h02
Senhor governador Está na hora de mudança principalmentr neste ponto vista de alto valor salarial das empresas públicas ou economia. Veja uma comparação entre tabela salarial MTI e a Serpro http://www.serpro.gov.br/menu/quem-somos/transparencia1/lei-de-acesso-a-informacao/empregados E um absurdo a discrepância entre carreiras salarial e principalmente compare também com os servidores da área meio analista de sistemas. Está farra tem que acabar

Responder

0
2
Marcio  18.01.19 09h38
Caro repórter. A folha do MTI equivale a 0,79% da folha do estado, o orçamento total. Equivale a 0,89% da folha do estado. Ou seja. Uma gota no oceano. Outro ponto que você deva estudar e entender mais. Temos um contrato com Abaco que não foi utilizado. Zero execução. Os 20 milhões firam pagos por outros contratos com órgãos do governo não peka MTI. Nenhuma empresa de TI, repito nenhuma, faz seus serviços sem parcerias. Tanto na area publica como privada. Tudo isso mera falácia e cortina de fumaça.

Responder

3
2
Luiz  17.01.19 21h26
Quem recebe esses valores altos, pertencem ao pode poder judiciário e legislativo. Mas infelizmente toda essas leis e cortes, serão apenas para o executivo. Silval Barbosa passou a mão, Pedro Taques passou 4 anos falando de Silval e só afundou mais o estado, Mauro MENTE, agora põe a culpa no funcionalismo público.

Responder

9
1
Matéria(s) relacionada(s):

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO

Bebe Prime