25.01.2017 | 14h55


PODERES / GRÃO VIZIR

MPE recorre contra decisão que liberou Alan Malouf da cadeia

O empresário foi preso dia 14 de dezembro e solto no dia 24 do mesmo mês. Ele é acusado de participar de um esquema de fraudes em contratos da Seduc


DA REDAÇÃO

O Ministério Público Estadual (MPE) recorreu, nesta quarta-feira (25), da decisão expedida pela juíza da Maria Rosi Meira Borba que colou em liberdade o empresário Alan Malouf no dia 24 de dezembro de 2016.

A solicitação foi feita para a juiza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que irá julgar se determina novamente a prisão ou se mantém o entendimento da juiza Maria Borba.

As alegações são de que não havia alterações no processo que embasassem a soltura do empresário. O chefe do Grupo de Atuação Especializado no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), promotor Marco Aurélio de Castro já havia dito que teria se surpreendido com a decisão da magistrada visto que vários elementos técnicos não teriam sido levados em consideração. 

Alan Malouf é apontado como um dos líderes do esquema de fraude em licitações de obras na Secretaria de Estado da Educação (Seduc), descoberto pelo Grupo de Atuação Especializado no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), após colaborações premiadas.

Foram desencadeadas duas operações para desarticular o esquema, sendo a Grão Vizir e a Rêmora.

Malouf foi preso há uma semana após deflagração da Operação Grão Vizir - que investiga suposto desvio em contratos de obras da Seduc, que totalizam R$ 56 milhões.

Em depoimento ao Gaeco, Malouf negou ser o idealizador do sistema criminoso, atribuindo a função ao empreiteiro e delator da Operação Rêmora, Giovani Guizardi.

Segundo ele, o delator é quem fazia todas as operações de arrecadação, cobrança e distribuição de propinas.

Dono de um dos buffets requintados de Mato Grosso - o Leila Malouf - o empresário citou o suposto envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro privilegiado, o deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) e o federal Nilson Leitão (PSDB).

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(1) COMENTÁRIOS

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Luciano  25.01.17 21h57
Se confessasse que tinha dado 10 reais de caixa 2 pra campanha de Silval ou Blairo tava enroscado cumpadri... mas de Pedrinho pode tudo né judiciário... não sabia que governador mandava tanto aqui tá parecendo terra de Coronel Sarue

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