20.02.2017 | 18h43


DANOS AO ERÁRIO

MPE abre inquérito contra Elias Santos por coagir servidores na campanha de WS

Quando presidente da Metamat, Elias declarou aos servidores que quem não fosse à reunião do PSDB estaria demitido


DA REDAÇÃO

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu um inquérito contra o ex-presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração do Estado de Mato Grosso (Metamat), Elias Santos, que é irmão do secretário de Estado de Cidades, Wilson Santos (PSDB), por danos ao erário praticado enquanto presidente da autarquia.

Pesa contra ele o fato de ter tentado forçar aos gritos, sob pena de demissão, os servidores do órgão a compareceram no dia 19 de outubro de 2016 a um encontro promovido pelo partido de seu irmão quando disputava a Prefeitura de Cuiabá, contra o então candidato Emanuel Pinheiro (PMDB).

“Quem não for, eu vou logo avisando, vai ser exonerado. É sério”, disse Elias Santos em um áudio apresentado pela defesa do peemedebista denunciando a cobrança que ele disse que seria em nome do governador Pedro Taques (PSDB).

Na ocasião, Emanuel registrou uma ocorrência sobre o caso e disse que tomaria providências com sua equipe jurídica para processar o então presidente judicialmente.

No momento em que ficou sabendo que o áudio teria "vazado", o governador do Estado Pedro Taques (PSDB), que apoiava a campanha de Wilson, exonerou Elias do cargo imediatamente. Passado o ocorrido, e com diversos ataques pessoais mútuos, a campanha sagrou Pinheiro como vencedor.

Para não deixar o irmão desamparado, Wilson, já respondendo pela Secid, teria conseguido emplacar Elias para comandar a Secretaria de Gestão de Pessoas da Assembleia Legislativa.

Sobre outras vertentes do inquérito do MPE, o órgão quer investigar suposto ato de improbidade administrativa com danos ao erário praticado por ele.

“A necessidade de instruir os autos com maiores informações para o fim último de subsidiar medidas judiciais ou extrajudiciais por ventura cabíveis à proteção do patrimônio público e da probidade administrativa”, diz trecho do inquérito.

A portaria foi assinada no dia 13 de fevereiro de 2017, pelo promotor de Justiça Roberto Aparecido Turin.  

Outro lado

A reportagem tentou entrar em contato com Elias via telefone para que ele pudesse esclarecer os fatos e apresentar sua defesa. No enanto, até a edição desta matéria ele não atendeu e nem retornou as ligações.    

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 Elias em entrevista para rádios e sites de noticias

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 Elias e seu irmão Wilson em refeição durante a campanha em Cuiabá.











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