04.07.2017 | 10h31


PODERES / SURTO PSICÓTICO

MP aponta inaptidão para o cargo e afasta promotor que desacatou PMs

Em relatório, o corregedor-geral apontou vários fatos envolvendo o promotor de Justiça substituto que são graves e demonstram a total inaptidão para o cargo.



O Conselho Superior do Ministério Público do Estado de Mato Grosso decidiu por unanimidade nesta terça-feira (4), em reunião extraordinária, pelo afastamento imediato de Fábio Camilo da Silva , do cargo promotor de Justiça substituto, e instauração de procedimento para apuração dos fatos cometidos em Guarantã do Norte.

Os conselheiros acataram na íntegra o voto do corregedor-geral do Ministério Público, procurador de Justiça Flávio Cesar Fachone. No relatório, ele apontou vários fatos envolvendo o promotor de Justiça substituto que, segundo ele, são graves e demonstram a total inaptidão do mesmo para o exercício do cargo.

O procurador-geral de Justiça, Mauro Benedito Pouso Curvo, também determinou a remessa do relatório e dos documentos obtidos até o momento para o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) para apuração dos crimes, em tese, cometidos e eventual propositura de denúncia.

Entenda o caso

No sábado, o promotor foi filmado, aparentemente alcoolizado, desacatando policias militares que o abordaram, em Terra Nova do Norte. O promotor arrancou o boné da cabeça de um dos militares e só não foi preso por possuir prerrogativa de foro.

Em determinado momento do vídeo, o promotor aparece dando uma “gravata” no policial e determinando que o colega do PM o prenda por desacato.

Ainda visivelmente embriagado, ele foi preso novamente, no domingo (2), após quebrar a porta de uma emissora de TV, afiliada da Rede SBT, em Guarantã do Norte.

Os policiais que foram desacatados pelo promotor registraram um boletim de ocorrência. Na natureza do documento, consta que Fábio teria cometido abuso de autoridade, crime contra pessoa, lesão corporal, desacato e ameaça aos policiais.

“Após ser algemado, o promotor começou a ingerir um líquido estranho de uma garrafa de vidro, também começou a tomar banho com as referidas bebidas. Ainda tirou o short e saiu andando pelo local só de cueca”, disse o policial, por meio do boletim de ocorrência.

O Ministério Público do Estado (MPE) emitiu nota ainda no domingo repudiando a conduta de Fábio.

Surto no hospital

Fábio Camilo da Silva, teve novo surto nesta segunda-feira (3) e tentou agredir enfermeiros do Hospital Regional de Sinop (500 km de Cuiabá), onde estava internado desde domingo (2), após quebrar a porta e invadir uma emissora de televisão de Guarantã.

A confusão ocorreu por volta das 2h30 e só terminou duas horas depois. O hospital registrou boletim de ocorrência.

Conforme o boletim, Fábio estava sob medicação sedativa e ficou agressivo depois que o efeito dos remédios passou. Ele estava amarrado na maca e conseguiu se soltar, momento em que passou a agredir os funcionários do hospital.

Os policiais precisaram conter o promotor, que estava "totalmente agressivo, evasivo e com pensamentos e diálogos sem sentido”. Com a ajuda da polícia, os enfermeiros conseguiram aplicar nova dose de sedativos e Fábio voltou a dormir.











(4) COMENTÁRIOS

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Ubiracy Vieira   08.07.17 08h22
Perfeita a atuações dos grandes profissionais. Meus aplausos e meu respeito. É assim que devemos agir e exigir uma postura coercitivo do MP e do Judiciário. Chega de aceitar essa ditadura do MP. Eles sempre nos perseguiram e devem pagar por isso. Tratar bem, sem subserviência e nada de de medo. Agir com legalidade. Outra que chamo a atenção de todos é um projeto absurdo que está sendo levado pelo delegado Edson Moreira deputado federal. Por esse nefasto projeto acaba a PM e o delegado passa a nós comandar. Viramos uma só organização e seremos denominados apenas "policiais" sem autoria, sem futuro profissional e sob a tutela de um delegado. Ele está viajando o Brasil. Ontem esteve aqui na Bahia. CUIDADO pois, daqui a pouco está aprovado e não teremos muito o que fazer.

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Pedro souza  07.07.17 14h43
Se esse caso fosse aq em Manaus , os policiais ainda seriam presos por prevaricação e o promotor ainda ia receber medalha de honra ao mérito na assembleia legislativa do estado

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Juraci Alves  05.07.17 23h22
O MPE tem que demitir esse cara ( exonerar ) e a justiça tem que condenar ele a pagar uma indenização aos PMs. Abuso de autoridade tem que ter punição severa.( EXONERAÇÃO )

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Eduardo Alvarenga  04.07.17 13h30
Agora vai dar de louco, para tentar se aposentar com todas as regalias. Podem acompanhar e verá.

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Ewerton  04.07.17 16h09
Concordo plenamente contigo, Eduardo Alvarenga! Deve ser uma manobra para se esquivar da exoneração. Ele fez a burrada e deve ter caído na real no dia seguinte. Deve ter pensando: "ou termino de chutar o balde fingindo de louco para permanecer como Promotor ou continuo levando minha vida sã e normal no cargo mas sob o risco de futuramente perder o cargo. Eu pergunto: porque ele só foi surtar após aquela cena de arrogância com a PM? Porque não surtou antes? Bem cômodo, né. Se todo mundo começar a "surtar" após fazer besteira, em busca de isenção de culpa, só vai ter louco perambulando por aí se não houver punição severa. Por enquanto o MPE está de parabéns pela atitude, mas a sociedade espera pela investigação a fundo para saber a real situação desse indivíduo e se for o caso, a exoneração desse cidadão.

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Cledson  05.07.17 22h24
Também acredito que o que o inconsequente e despreparado fez foi dissimulação...

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Felipe  07.07.17 11h28
Ele até poderia tentar isso........caso fosse VITALICIO....o que foi cassada nesse caso foi a vitaliciedade....ou seja.....não será aposentado e sim sairá com uma mão na frente e outra atrás.

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