10.10.2017 | 10h25


ESQUEMA DOS “GRAMPOS”

Ministro do STJ aponta Paulo Taques como protagonista de grupo criminoso

O apontamento foi feito na decisão que negou o pedido de habeas corpus a Paulo Taques. Para o ministro, ele participou desde o início da criação do núcleo do esquema.


DA REDAÇÃO

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ribeiro Dantas, apontou o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, “como um dos principais protagonistas do grupo criminoso e maior beneficiário das escutas telefônicas clandestinas”, operadas em Mato Grosso.

O apontamento foi feito na decisão que negou o pedido de habeas corpus a Paulo Taques, preso no dia 27 de setembro, por determinação do desembargador Orlando Perri. A decisão de Ribeiro Dantas foi proferida no último dia 4 de outubro e publicada nesta terça-feira (10).

Conforme o ministro, o ex-secretário teve vínculo desde o início da criação do “Núcleo de Inteligência” da Polícia Militar, que operou o Sistema Sentinela, responsável pelas escutas ilegais.

Observa-se que há dados que demonstram o vínculo do paciente com o grupo criminoso, desde a criação do "Núcleo de Inteligência" da Polícia Militar, responsável pelo início dos grampos ilegais. Como posto no decreto constritivo, é incontestável mesmo que o investigado Paulo César Zamar Taques se apresenta - pelo menos diante dos elementos informativos até agora obtidos - como um dos principais protagonistas do grupo criminoso, e maior beneficiário das escutas telefônicas clandestinas”, escreveu o magistrado em sua decisão.

Ribeiro Dantas ainda apontou a nova prisão de Paulo Taques como uma forma de evitar tentativa de atrapalhar as investigações dos “grampos”. Taques e outras sete pessoas foram presas sob acusação de coação ao escrivão do Inquérito Policial Militar, o tenente-coronel José Henrique Soares, que investiga os “grampos”, para que gravasse Perri, com o intuito de afastá-lo da relatoria do caso.

Ele teria sido coagido, por integrantes do grupo, a não ter revelada sua dependência química e a prática de atividade empresarial incompatível com o cargo militar, desde que monitorasse a autoridade coatora e as investigações em andamento”, disse Ribeiro Dantas, utilizando argumentos do desembargador.

O ministro considerou os argumentos de Perri para as prisões e declarou que a prisão do ex-secretário visa a garantia da ordem pública e da instrução criminal, diante dos fatos “gravíssimos” que são investigados.

Verifica-se, ademais, que, em princípio, a custódia provisória está fundada na garantia da ordem pública e na instrução criminal, diante dos fatos gravíssimos ora apurados, que estariam, em tese, a demonstrar "o poderio do grupo criminoso" e a vislumbrada tentativa de atrapalhar a investigação e a condução do feito, mediante a coação e o suborno do escrivão do Inquérito Policial Militar originário, a fim de que ele gravasse e filmasse o Desembargador Relator deste feito no Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso para forjar sua suposta parcialidade no julgamento da causa, tendo como objetivo o seu afastamento do processo”.

Sob tal contexto, não se identifica, por ora, o manifesto constrangimento ilegal sustentado pelos impetrantes. Assim, indefiro o pedido de liminar”, decidiu o ministro.











(2) COMENTÁRIOS

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VERGONHAS DE MT(POLÍTICOS)  10.10.17 10h51
Quero pagar minhas contas, quero ver Justiça de verdade e não essa vagabundagem, safados, infames, LADRÕES.....

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Teka Almeida  10.10.17 10h32
Alguém do GSecom entrega essa reportagem ao PT para que quando for dar entrevistas e/ou depoimentos não fale asneiras. Pois pelo o que está ai escrito o Desembargador Orlando Perri está pautado pelo STJ. Será que precisa falar mais???!!!!!! Ah!!! envia também ao MPE e ao AMMP.

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