28.05.2019 | 07h00


RECURSOS DO SUS

Ministro da Saúde nega redução de repasses para a Saúde de Mato Grosso

Luiz Henrique Mandetta disse que a pasta desconhece os dados apresentadas pelo Governo do Estado durante audiência de prestação de contas na Assembleia Legislativa.


DA REDAÇÃO

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, negou que tenha reduzido repasses federais referentes ao Sistema Único de Saúde (SUS) ao Governo de Mato Grosso como apontou a Secretaria de Estado de Fazenda durante audiência de prestação de contas na Assembleia Legislativa.

A resposta de Mandetta foi repassada ao  pelo deputado federal José Medeiros (Podemos), vice-líder do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na Câmara dos Deputados.

“O Ministério da Saúde está em dia com os repasses federais para todo o país, o que inclui o Mato Grosso. Até o dia 02 de maio foram repassados 87 milhões para o Estado”, disse Medeiros que conversou com o ministro da Saúde por telefone.

“O Ministério da Saúde está em dia com os repasses federais para todo o país, o que inclui Mato Grosso. Até o dia 02 de maio foram repassados 87 milhões para o Estado”, disse Medeiros

No entanto, de acordo com o secretário da Sefaz, Rogério Gallo, a transferência de recursos federais para o Estado teve redução de R$ 200 milhões nos quatro primeiros meses de 2019. Gallo afirmou que esperava receber, somente do SUS, cerca de R$ 250 milhões, no entanto, apenas R$ 68,1 milhões foram transferidos.

O ministério diz desconhecer os números e que está à disposição do Estado para prestar todas as informações.

“A pasta desconhece as referências apresentadas pela gestão estadual e está à disposição para prestar esclarecimentos necessários”, confirmou o vice-líder de Bolsonaro.

Redução de recursos

Em entrevista à imprensa, Rogério Gallo declarou que com menos recursos do Palácio do Planalto, Mato Grosso precisou utilizar recursos próprios para cobrir as despesas e isso impactou negativamente no gasto de pessoal que estourou o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) ao atingir 58%, bem acima do limite permitido.

“A pasta desconhece as referências apresentadas pela gestão estadual e está à disposição para prestar esclarecimentos necessários”, confirmou o vice-líder de Bolsonaro.

As previsões de que o Brasil irá crescer bem abaixo do previsto também atingiu em cheio a arrecadação estadual. No mês de abril deste ano, por exemplo, a Fazenda já arrecadou menos que no ano passado.

“Havia uma expectativa que teríamos um PIB crescendo a 3% e o próprio Banco Central está revendo a previsão de crescimento abaixo de 1%. Isso afeta a nossa economia e, consequentemente, arrecadação. Já sentimos no mês de abril uma queda na arrecadação do ICMS, em termos reais, em relação ao ano passado. Ou seja, arrecadamos menos que em 2018 nesse mês de abril. Isso acende uma luz amarela que pode haver comprometido nossos resultados fiscais em função do desaquecimento da economia”, alertou Rogério Gallo.

Outro lado

O procurou a assessoria de imprensa do Governo do Estado, mas até a publicação da reportagem não obtivemos resposta.











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