03.06.2020 | 10h29


PODERES / INUTILIDADE PÚBLICA

Mesmo sem poder falar, Riva é convocado pela Câmara para depor em CPI

Ex-deputado explicou que mão iria responder as perguntas dos vereadores na CPI do Paletó para não atrapalhar seu acordo de delação premiada


DA REDAÇÃO

O ex-deputado estadual José Riva decidiu ficar em silêncio durante a oitiva virtual da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, na Câmara de Cuiabá, nesta quarta-feira (03). Aos membros da CPI, ele explicou que não iria responder aos questionamentos dos vereadores em função de um acordo de colaboração premiada.

“Eu tenho nesse momento uma vedação de ordem legal. São assuntos que ainda estão sendo investigados e toda e qualquer situação que eu adiantar aqui pode, inclusive, atrapalhar as investigações”, comentou.

Ao lado de seus advogados, Riva ressaltou que havia comunicado aos membros da comissão que iria se manter em silêncio durante a oitiva desta quarta-feira e disse que está a disposição para esclarecer os fatos em uma nova oportunidade.

“Eu havia comunicado esta CPI, eu que quero, logicamente, no momento certo esclarecer todo e qualquer fato que esta Casa necessitar e, aliás, parabenizo pelas ações da Câmara, mas, infelizmente, um trabalho que foi conduzido por muito tempo, eu tive muito tempo pra pensar, onde me arrependi daquilo que foi feito errado e estou fazendo ressarcimento para o Estado, dentro do acordo firmado. Eu não tenho outra opção, nesse momento, se não me manter em silêncio”, destacou.

A convocação do ex-deputado ocorreu após o ex-governador Silval Barbosa dizer que a delação homologada de Riva poderia colaborar com a investigação.

Durante a oitiva, o vereador Vinicyus Hugueney (SD) sugeriu que a CPI peça à Justiça cópia da colaboração premiada, no entanto, o pedido será votado pelos membros da comissão.

CPI

O objetivo da comissão é apurar o vídeo em que Emanuel, na ocasião deputado estadual, aparece recebendo maços de dinheiro do então chefe de gabinete do governo Silval Barbosa, Sílvio Corrêa. Corrêa disse que o dinheiro trata de mensalinho pago aos parlamentares para garantir governabilidade.

A CPI começou os trabalhos em 2017, mas no mesmo ano a apuração foi suspensa devido a possíveis irregularidades na composição dos membros. No ano passado retomou com novos integrantes, mas foi suspensa pela Justiça novamente.

Em janeiro, a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Helena Maria Bezerra Ramos, revogou liminar e autorizou a retomada da CPI.

Leia mais

Ex-governador afirma que delação de Riva deve ajudar CPI do Paletó a esclarecer suposta propina











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Matéria(s) relacionada(s):

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO