05.04.2019 | 08h20


PRESSÃO POR REPASSE

Mauro: Santa Casa é empresa privada e não pode receber sem prestar serviço

Governador enfatizou que o Estado só repassa dinheiro público através de serviços contratualizados e que a unidade não apresenta dados confiáveis para repasses emergenciais.


DA REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou, na quinta-feira (04), que a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá é uma empresa privada e não pode receber dinheiro público sem a prestação de serviços contratualizados com o Estado.  

Desde o começo de janeiro, os diretores do hospital filantrópico tentam empréstimos com o Governo e a Prefeitura para sanar a dívidas que giram em torno de R$ 100 milhões e pagar os salários atrasados dos trabalhadores. Por conta da crise, a unidade está com as portas fechadas para atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) desde o dia 11 de março.

“Uma empresa privada não pode receber dinheiro sem que preste serviço. Não é um hospital público que se pode fazer aportes. Existem regras para se transferir”, declarou o governador.

No entanto,  Mauro disse que a direção pede ajuda, mas não apresenta as contas do hospital. Segundo ele, o Governo solicitou isso a mais de 20 dias. “É uma atitude muito estranha e ruim, pois toda hora é colocado um número sobre o déficit do hospital”.

“Uma empresa privada não pode receber dinheiro sem que preste serviço. Não é um hospital público que se pode fazer aportes. Existem regras para se transferir”, acrescentou o governador.

Enfatizou que tem que ficar muito claro para a sociedade que o hospital tem sócios e eles respondem pelo que acontece dentro da unidade.

“Nós, Poder Público, contratamos a Santa Casa e pagamos pelos serviços que ela tem que prestar”.

“Não dá mais para ficar convivendo com essas histórias que circularam tantas e tantas vezes na imprensa de desvio de conduta, de dinheiro lá dentro, que é dinheiro público”, reforçou.

O governador reforçou que se a direção quer mesmo ajuda financeira, seja do Estado, Prefeitura de Cuiabá ou União, é preciso apresentar um plano efetivo de trabalho que convença o Poder Público, e que a partir disso se crie um mecanismo de transferência dos valores.

“Não dá mais para ficar convivendo com essas histórias que circularam tantas e tantas vezes na imprensa de desvio de conduta, de dinheiro lá dentro, que é dinheiro público”, reforçou.  

Mauro também frisou que a responsabilidade de fiscalizar os recursos públicos dentro do hospital é exclusivamente da Prefeitura de Cuiabá, devido ao sistema de gestão plena, quando os governos Estadual e Federal enviam o dinheiro para o Fundo Municipal e a Prefeitura promove as contratualizações de serviços médicos com a Santa Casa. 

“Cabe à Prefeitura esse relacionamento mais direto”, concluiu o governador.

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(1) COMENTÁRIOS

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Contribuinte  05.04.19 10h06
Mas trabalhar sem receber, pode?

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