13.01.2020 | 10h49


PODERES / VAGA DE SENADOR

Mauro: 'Não preciso perder meu tempo fazendo especulações políticas'

O governador disse que só vai se manifestar sobre quem vai apoiar na eleição suplementar ao Senado quando o cenário tiver definido.


RAUL BRADOCK

O governador Mauro Mendes (DEM) disse que só vai se manifestar sobre quem irá apoiar na eleição suplementar ao Senado assim que o “jogo” estiver definido.
O apoio de Mauro é discutido por pretensos candidatos ligados à base. Entre os possíveis postulantes estão o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), o presidente do PSD Carlos Fávaro e o ex-governador Júlio Campos (DEM), todos querem a vaga da senadora Selma Arruda (Podemos) que foi cassada pela Justiça Eleitoral.

Durante a inauguração da Avenida Parque do Barbado, nesta segunda-feira (13), o governador destacou que é necessário pensar bem antes de escolher um perfil que represente o Estado no Senado Federal.

“Vou me posicionar a respeito do processo eleitoral assim que o jogo estiver definido, se não estaria contribuindo, como governador, com as especulações e tenho muitas ações reais e concretas no dia a dia, não preciso perder meu tempo fazendo especulações políticas”, disse o governador.

Ele comentou que seu vice já falou sobre a vontade de encarar a disputa, mas, destacou que se pronunciar sobre as eleições neste momento.

“Vou me posicionar a respeito do processo eleitoral assim que o jogo estiver definido, se não estaria contribuindo, como governador, com as especulações e tenho muitas ações reais e concretas no dia a dia, não preciso perder meu tempo fazendo especulações políticas”, disse.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de sair do DEM para filiar ao partido do presidente Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil, ele foi categórico em dizer que nunca cogitou a possibilidade de deixar a sigla.

Senador interino

O governador também comentou sobre o pedido feito pelo governo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o terceiro colocado na disputa ao cargo de senador na eleição de 2018, Carlos Fávaro, seja empossado interinamente na vaga de Selma até que o novo eleito tome posse.

Ele defendeu a ação dizendo que está ancorado no que prevê a Constituição e que o afastamento da senadora Selma deixaria Mato Grosso sub representado no Senado Federal.

“Mato Grosso, assim como outros Estados, só somos iguais no Senado. São Paulo tem 60 deputados federais e nós apenas oito. Precisamos, no Senado, ter o equilíbrio previsto na Constituição de que ali, a Casa da Federação, onde cada Estado tem direito a três representantes, enquanto não ocorre nova eleição. Essa tese vai ser analisada pelo Supremo. Pelos nossos procuradores essa é uma tese extremamente plausível e, por isso, que a PGE [Procuradoria Geral do Estado] assumiu, não só como pedido nosso, mas que a tese jurídica tem grande fundamento e grande ancora naquilo que prevê a Constituição Federal”, declarou.











(1) COMENTÁRIOS

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Maria Auxiliadora   18.01.20 09h12
É verdade, para esse papel tem seus asseclas (secretários) cuja auto-estima é menor que zero!

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