01.06.2020 | 10h49


PODERES / QUAL A LÓGICA?

Mauro critica reabertura de Cuiabá com casos de covid subindo; 'Parou na hora errada'

Governador comentou que ficou contrariado com a decisão de fechar todo o comércio quando houve o primeiro registro de covid na Capital e agora questiona a reabertura com 700 casos


DA REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (DEM) disse que a decisão do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), de ter adotado medidas restritivas mais rígidas, como o fechamento total do comércio quando foi registrado o primeiro caso de covid-19 na Capital, em março, foi precipitada.

Ele diz que ficou contrariado com a escolha, porque trouxe transtornos à economia, e questionou a decisão de reabrir a maioria das atividades econômicas durante o crescimento da curva na cidade.

“Cuiabá foi a cidade que teve o maior índice de paralisação, de redução. Aqui, eu fiquei um pouco contrariado, porque quando tivemos o primeiro caso mandou fechar comércio, mandou fechar tudo. Agora, com 700 casos, manda voltar tudo. Qual é essa lógica? Na verdade houve uma precipitação e isso causa transtorno”, disse durante entrevista à rádio Mega FM, nesta segunda-feira (1°).

"Aqui, eu fiquei um pouco contrariado, porque quando nós tivémos o primeiro caso mandou fechar comércio, mandou fechar tudo. Agora, com 700 casos, manda voltar tudo. Qual é essa lógica?", afirma Mauro Mendes

Ele ainda reiterou que a adoção de medidas mais rígidas, como o lockdown, devem ser aplicadas para diminuir a curva de crescimento do contágio e caso não seja colocado no momento certo, pode causar impactos na vida das pessoas. 

"A grande maioria dos cidadãos precisa trabalhar para sustentar e comer. Tem gente que defende, eu falei algumas vezes, que falou ‘se precisar ficar seis meses de lockdown que fique’ porque está com a prateleira cheia, está com a conta bancária cheia, a grande maioria absoluta não tem essa realidade de precisar trabalhar”, destacou.

O governador contou que o Estado esta ampliando os leitos de UTI para atendimento aos pacientes com coronavírus e que os municípios também devem adotar a mesma medida. Ele contou que somente Cuiabá recebeu do governo federal R$ 41 milhões exclusivos para tratar pacientes com covid-19.

Impacto na arrecadação

Durante a entrevista, o governador disse que o auxílio financeiro do governo federal será importante, principalmente, devido à queda de arrecadação registrada nos últimos meses devido às medidas restritivas contra o coronavírus que atingiram a economia.

Há previsão que Mato Grosso receba mais de R$ 1,3 bilhão nos próximos dias.

Mauro contou que houve queda R$ 140 milhões na arrecadação do Estado e para o mês de maio há estimativa é de R$ 200 milhões.

“Isso deve continuar acontecendo porque existe, claramente, um desaquecimento da economia brasileira, não só dentro do Estado de Mato Grosso, mas daquilo que nós vendemos fora do Estado, como o etanol, as nossas proteínas, o comércio que Mato Grosso faz com alguns Estados nos quais estão mais afetados, estão com nível de paralisação maior”, destacou.











(4) COMENTÁRIOS

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ILDO PEREIRA  02.06.20 06h56
E facil falar governador, pra quem tem incentivos fiscais do governo e tem um monte de banco dando credito e bem simples ficar fechado, ja nao chega os impostos que voce aumentou no inicio do ano, tornando muito mais dificil nossas atividades comerciais.

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parasita  01.06.20 21h19
O secretário de saúde do estado é incoerente, diz para ficar em isolamento, mas está executando obras de reformas na sede da secretaria de saúde, que fica aberta das 7:00h às 19:00, gerando grande aglomeração, e os servidores impedidos de tirarem férias ou licença que tem direito. O secretário estava guardando várias ambulâncias no estacionamento, só esperando a definição das eleições para fazer a distribuição, mas hoje elas já foram retiradas, provavelmente já definiram.

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Ana Carolina  01.06.20 21h17
Finalmente falou algo sensato! Qual a lógica de abrir tudo e ao msm tempo? Plano de escalonamento é essencial e em momento específico. Hospital particular já está próximo do limite de leitos, nos leitos públicos já não existe leito de UTI nem fora de pandemia! Órgãos de grande aglomeração estão voltando, shoppings, festas, supermercados já não seguem mais recomendação de não deixar aglomerar e oferecer álcool em gel. Deus que não defenda! Só jogando na responsabilidade e confiança Dele.

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Antonio Carlos   01.06.20 14h25
Emanuel irresponsável!!! Reduziu o número de ônibus e horários..logico q ia lotar os ônibus...esse prefeito imbecil!!! Não tem condições de administrar uma cidade!! Conseguiu fechar a Santa casa q era bancada pela prefeitura a 200 anos..foi tanta roubalheira na saúde com o secretário RUARK de saúde q ele foi até preso !! Emanuel nunca mais!!

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