27.10.2019 | 17h45


REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Mauro aguarda estudo para decidir se encaminha projeto à Assembleia

O governador afirma que reforma da Previdência estadual é necessária e deve ser feita para proteger os aposentados e pensionistas.


DA REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (DEM) disse que vai aguardar a conclusão de um estudo para decidir se espera a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) paralela à Reforma da Previdência ou se irá apresentar um projeto à Assembleia Legislativa na mesma linha que foi aprovada nesta semana no Senado Federal.

A Reforma da Previdência que altera as regras de aposentaria e pensão dos trabalhadores brasileiros foi aprovada na quarta-feira (23) no Senado. Agora, a mensagem foi encaminhada para promulgação do Congresso Nacional.

“Existem estudos que estão sendo feitos dentro do governo há alguns meses e eles devem chegar às minhas mãos nos próximos dias. Aí, vamos decidir se aguardamos o Congresso Nacional ou se iremos apresentar para um debate independente das decisões que serão tomadas em Brasília”, disse o governador.

“Existem estudos que estão sendo feitos dentro do governo há alguns meses e eles devem chegar às minhas mãos nos próximos dias. Aí, vamos decidir se aguardamos o Congresso Nacional ou se iremos apresentar para um debate independente das decisões que serão tomadas em Brasília”, disse o governador na última quinta-feira (24) durante lançamento do serviço de parcelamento de dívidas do Detran no cartão de crédito.

O governador comentou que o Estado não consegue pagar os aposentados e pensionistas somente com arrecadação da previdência por mês, sendo necessário acrescentar R$ 115 milhões mensais para concluir o pagamento.

“Todo o mês, tenho que usar dinheiro do ICMS da energia elétrica e outros impostos que cobramos do cidadão para bancar esse déficit mensal e se não fizermos isso os aposentados e pensionistas não recebem”, ponderou.

Mauro disse que há previsão que em 2022 haverá mais servidores aposentados do que na ativa no Estado.

“Todo o mês aposentam 200 a 300 servidores, até 2022 teremos, provavelmente, mais gente aposentada em Mato Grosso do que trabalhando, e quem paga essa conta não é o Estado de Mato Grosso, quem paga essa conta é o cidadão e o contribuinte que vive no Estado”, alertou.

“Se não tivermos responsabilidade e mudar essa realidade cada dia mais, todos vocês aqui, terão que trabalhar mais, pagar mais impostos, para que a gente possa pagar os aposentados e pensionistas. Se não fizermos isso, eles não vão receber, então, é uma dura equação e tem que ser enfrentada com responsabilidade, um debate sério, honesto de um problema que existe e vai piorar se não fizermos nada”, comentou.











(1) COMENTÁRIOS

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alexandre  29.10.19 08h08
Greve geral, isso é redução de salários..

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