09.02.2017 | 12h18


PODERES / PEDIDO EM ANÁLISE

Maluf quer pagamento de 13º e abono de férias para deputados estaduais

Uma comissão criada pela AL tem até o dia 3 de março para analisar a viabilidade dos benefícios. Medida divide opiniões


DA REDAÇÃO

A criação da comissão da Assembleia Legislativa para analisar o pagamento de 13º salário e abono de férias para os deputados estaduais tem repercutido entre os parlamentares. Nesta quinta-feira (9), o primeiro-secretário da Casa, Guilherme Maluf (PSDB), confirmou ter partido dele, enquanto ainda era presidente da Mesa Diretora, a iniciativa de pedir que a Procuradoria analisasse a viabilidade dos benefícios.

“Existe o estudo, mas não quer dizer que será implementado. Pedi que os procuradores analisassem a legalidade, pois há súmulas do Governo e da Justiça Federal autorizando o pagamento destes benefícios para ministros, desembargadores e até deputados federais", disse Maluf.

“Existe o estudo, mas não quer dizer que será implementado. Pedi que os procuradores analisassem a legalidade, pois há súmulas do Governo e da Justiça Federal autorizando o pagamento destes benefícios para ministros, desembargadores e até deputados federais. Não poderia me furtar em realizar o estudo dessa questão”, disse Maluf, em entrevista para a rádio Capital FM.

Conforme o primeiro-secretário, a medida não deve ser aprovada no momento, uma vez que o Legislativo vem defendendo o corte de gastos para todos os Poderes.

“Depois que for analisada a legalidade do assunto é que levarei para o Colégio de Líderes, onde discutiremos se existe orçamento e se há prioridade, pois acredito que quem aprovar sofrerá, sim, desgaste político, mas os deputados que resolvam. Minha opinião é de que não será implementada, pois não existe previsão orçamentária nem para aumento dos salários dos deputados”, contou Maluf.

"Neste momento delicado que o país e o Estado passam, acredito que é preciso rever a aplicação de benefícios que onerem ainda mais o orçamento”, pontuou Dilmar Dal' Bosco.

O líder do governo no Legislativo, Dilmar Dal Bosco (DEM), manifestou-se contrário aos benefícios pelo momento de dificuldades financeiras que o país passa.

“Não sei se é o momento ideal. Vejo que todos os trabalhadores têm, Ministério Público, Tribunais de Contas, servidores da Justiça, mas neste momento delicado que o país e o Estado passam, acredito que é preciso rever a aplicação de benefícios que onerem ainda mais o orçamento”, pontuou Dilmar.

Já a deputada estadual Janaina Riva (PMDB), também disse entender que todo trabalhador tem direito ao 13º salário, mas acredita que o assunto deve ser o enxugamento de gastos.

“Acho que não é o momento de se discutir e falar sobre gastos extras no Legislativo. Nos comprometemos em fazer devoluções de recursos que estiverem sobrando para o Estado, para ajudar, principalmente, na saúde e é com isso que precisamos nos preocupar”, afirmou ela. 

A comissão foi criada na semana passada e os procuradores da Assembleia Legislativa têm 30 dias para realizar a análise, a ser entregue no dia 3 de março. Atualmente, os deputados recebem salário de R$ 24 mil mais verba indenizatória no valor de R$ 65 mil.











(4) COMENTÁRIOS

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Eliane  10.02.17 00h48
Ladrões!

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Jorge  09.02.17 16h26
Só eleitores que NÃO TÊM consciência política é que votam em políticos com esse caráter. Quando será que esses tipos de eleitores vão aprender a valorizar seus votos?

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Observador  09.02.17 15h17
Pensei que MT estivesse em crise.Ou será que entendemos errado? pelo visto a crise é só no executivo que arrecada para os outros poderes fazerem a festa.

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alexandre  09.02.17 13h20
pedido rejeitado pelo patrão que é a populaçao, trabalhar dois dias por semana, não cria vinculo empregatício, eles não tem como comprovar 8 horas diarias. deslocamento pra base( curral eleitoral) não é trabalho. agentes politicos não são servidores. com verba de 65 mil mais salários querem mais o que ? 2 ferias no ano e ainda querem receber ?

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