17.01.2020 | 14h45


CRIMES EM SP

Justiça marca julgamento de Júlio Campos por duplo homicídio

O ex-governador é apontado como mandante de assassinatos em 2004 por disputas de terras em São Paulo.


DA REDAÇÃO

A Justiça de São Paulo marcou para o dia 24 de abril o início do julgamento do ex-governador Júlio Campos (DEM), no processo de duplo assassinato por disputas de terras.

De acordo com ação, Júlio teria encomendado a morte das duas vítimas que eram donos de uma empresa do ramo agropecuário adquirida por ele usando nome de laranjas. 

No entanto, a defesa do ex-governador alega que houve prescrição do crime no ano de 2004.

“A denúncia contra Júlio José de Campos foi recebida no dia 29 de julho de 2015 [...], portanto até onze anos com relação do primeiro homicídio e quase onze com relação ao segundo. O ré hoje com setenta e três anos de idade, circunstancia que atrai a aplicação do artigo 115 do CP e, consequentemente, a redução do prazo prescricional pela metade”, argumentou a defesa.

O Superior Tribunal de Justiça também determinou que o magistrado de primeiro grau reanalisasse a prescrição.

O juiz Claudio Juliano Filho abriu vista do pedido da defesa ao MP e marcou a audiência.

“Designada Audiência de Instrução, Debates e Julgamento Instrução, Interrogatório, Debates e Julgamento Data: 28/04/2020 Hora 17:00”.

O caso

Júlio Campos foi denunciado por ter mandado matar Nicolau Ladislau Ervin Haralyi e Antônio Ribeiro Filho, ocorridos em 2004. As vítimas eram donas da Agropecuária Cedrobon – que foi supostamente adquirida pelo ex-governador por meio de laranjas.

As vítimas foram executadas por policiais civis e militares em uma suposta disputa pelas terras, que é rica em pedras preciosas.

Júlio afirma que Nauriá Alves de Oliveira e Delci Baleeiro Souza – novos donos de 87 mil hectares da Cedrobom - são seus funcionários e usou o nome deles pelo fato do seu estar envolvido em problemas fiscais.











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO