18.07.2019 | 16h00


DONO DO LEILA MALOUF

Juiza afirma que delação não serve e nega liberar R$ 200 mil em bens de Alan Malouf

O dono do Buffet Leila Malouf tentou usar seu acordo de colaboração com o MPF para conseguir liberar os bens bloqueados pela Justiça na Operação Sodoma.


DA REDAÇÃO

A juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, negou o pedido de desbloqueio de bens do empresário Alan Ayoub Malouf, dono do Buffet Leila Malouf, em decisão proferida na quarta-feira (17).

A defesa de Malouf havia requerido a liberação de R$ 200 mil, retidos na Operação Sodoma, alegando que ofereceu em sua colaboração premiada bens que ultrapassam o valor do ressarcimento. A solicitante diz que "caso não seja acolhido o pedido de desbloqueio, que sejam liberados os veículos que foram indisponibilizados, pois estes não possuem relevante valor no mercado".

A magistrada entendeu que o empresário não trouxe qualquer argumento novo para justificar o pedido e ressaltou que, o acordo de colaboração premiada não foi firmado pelo seu Juízo, "tampouco tratou especificamente da responsabilização por ato de improbidade administrativa", explicou.

Vidotti negou o pedido e manteve integralmente a decisão anterior. Sobre os carros, foi verificado que a medida cautelar não proíbe a circulação dos bens móveis que foram atingidos pela ordem judicial.

Sendo assim, a juíza determinou que fossem oficiados o Detran de Mato Grosso e São Paulo para esclarece que a medida constritiva determinada na ação se refere apenas a proibição de transferência de propriedade.

Operação Sodoma

Alan Malouf foi citado pelo ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, no decorrer da Operação Sodoma.

Nadaf disse ter emprestado R$ 2,1 milhões ao empresário, proveniente da propina recebida da desapropriação de um terreno no bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, e venda de uma área na região do Manso, como forma de lavar o dinheiro.

Após o empréstimo, Nadaf disse que solicitou ao empresário que fosse oficializado um contrato entre a NC Consultoria [empresa do ex-secretário] e o Buffet Leila Malouf para que sua empresa de fachada pudesse ter lastro financeiro. Neste mesmo período, repassou mais R$ 1,5 milhão com o objetivo de lavar mais dinheiro. “Este valor ainda estaria com o Alan”, disse.

 











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