22.01.2020 | 09h08


QUADRILHA DE SILVAL

Juiz bloqueia R$ 2,2 milhões de procurador que recebia propina para prorrogar contratos no governo

O procurador aposentado Chico Lima é acusado de prorrogar concessão para favorecer empresas do transporte coletivo e o grupo político criminoso liderado pelo ex-governador Silvar Barbosa.


DA REDAÇÃO

O procurador aposentado do Estado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho – popularmente conhecido como Chico Lima – e sua família tiveram R$ 2,2 milhões bloqueados pela Justiça devido ao recebimento de propina para manter contratos com empresas de ônibus interestadual durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa.

A decisão é do juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada de Ação Civil Pública de Cuiabá, proferida na última segunda-feira (20).

O processo trata de fraudes em licitação favorecendo empresas do transporte público estadual e o grupo político criminoso liderado pelo ex-governador Silvar Barbosa.

Além de Chico Lima e de Silval, são réus a esposa do procurador, Carla Maria Lima, que teve R$ 324 mil bloqueados. A empresa Pro Nefron, que pertence ao filho de Chico Lima teve R$ 1,241 milhão bloqueado. Chico lima teve bloqueio de R$ 640 mil em sua conta, totalizando R$ 2,2 milhões.

Conforme já noticiado pelo , a delação de Silval Barbosa ao Ministério Público Federal (MPF), afirma que R$ 6 milhões teriam sido pagos por empresas do transporte intermunicipal para que os contratos de concessão fossem prorrogados por decreto.

O ex-governador afirmou ainda que foi Chico Lima quem arquitetou o esquema, depois de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) obrigar o Estado a fazer nova licitação do transporte municipal. A medida prejudicaria empresas que atuam no Estado.

Chico Lima teria proposto a assinatura de decretos por Silval, mediante pagamento dos valores ilícitos. A prorrogação dos contratos foi firmada em 2014.

O processo tem 21 réus, entre empresas do ramo de transporte, políticos e familiares.











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