13.08.2019 | 11h40


GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Juiz adia julgamento por 3 meses após acusações contra promotores

Magistrado argumenta que a quantidade de fatos novos apresentados precisa ser analisada para evitar que ele seja induzido ao erro.


DA REDAÇÃO

O juiz Marcos Faleiros, da Décima Primeira Vara Criminal de Cuiabá, especializada em Justiça Militar, remarcou as datas de julgamento dos coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e do cabo da Polícia Militar, Gerson Correia Júnior, que são acusados de participar de uma organização criminosa que atuava na captação de escutas telefônicas clandestinas. O ex-governador Pedro Taques (PSDB) e seu primo, ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, são apontados por eles como líderes da ‘quadrilha’. As datas do novo julgamento são os dias 6,7 e 8 de novembro.

Segundo o magistrado, com o surgimento de novos fatos demanda-se mais tempo para a finalização do processo, tendo em vista que a apresentação de novas provas pode o induzir ao erro, sob o ponto de vista de conceder aos réus os mesmos benefícios de uma colaboração premiada.

“Qualquer fato que venha ser trazido ali, o juiz pode entender que ele teria, ou presumir, que teria um direito subjetivo aos benefícios de colaboração premiada e aplicar os benefícios”, explica o titular da Vara de Execuções Penais.

Na segunda-feira (12), Faleiros compartilhou com o Ministério Público, indícios de como funcionava o sistema de monitoramento ilegal. Trata-se da entrega de uma mídia contendo a íntegra do processo que ficou conhecido como “grampolândia pantaneira”, e inclui o depoimento da senadora Selma Arruda (PSL) – ex-titular da Vara –, e documentos anexados pelo cabo Gerson e o coronel Evandro.

A investigação agora caminha por rumeototalmente diferente. No compartilhamento de prova com o MP, a Justiça Militar considera a possibilidade de participação de promotores e membros da Corte Ministerial. Esses apontamentos teriam sido feitos durante o desenrolar nos reinterrogatório dos três réus da ação penal.

Em data recente, o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, designou o promotor Amarildo César Fachone para trabalhar de forma unificada com o coordenador do Núcleo de Ações de Competência Ordinária (Naco), em nove procedimentos investigatórios. A instauração dos procedimentos corre de maneira sigilosa.

Em relação ao surgimento de participação de promotores no esquema ilegal, “estamos pleiteando o que nós sejamos todos investigados justamente para que se evite essa estrutura que acometeu o nosso Estado de Mato Grosso”, complementou o magistrado em referência a uma investigação de membros do Poder Judiciário.











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