25.05.2017 | 07h30


PODERES / INSTABILIDADE POLÍTICA

Governo teme que crise nacional agrave economia de Mato Grosso

O vice-governador Carlos Fávaro (PSD) destacou que a situação é preocupante e que o momento é de se preparar para o que deve vir pela frente.


DA REDAÇÃO

A instabilidade política nacional, causada pelas delações dos executivos do Grupo JBS, pode causar grande impacto na economia de Mato Grosso e já preocupa o Governo estadual.

Na noite de quarta-feira (24), logo após deixar uma reunião com representantes da pecuária de Mato Grosso que tratava, justamente de medidas para conter uma possível crise no setor da carne do Estado, o vice-governador Carlos Fávaro (PSD) destacou que a situação é preocupante e que o momento é de se preparar para o que deve vir pela frente.

“O governador Pedro Taques [PSDB] está preocupado e atento com isso. Mas eu, também, tenho certeza de que nós vamos superar esta crise com uma economia forte”, respondeu Fávaro.

“O governador Pedro Taques [PSDB] está preocupado e atento com isso. Mas eu, também, tenho certeza de que nós vamos superar esta crise com uma economia forte”, respondeu Fávaro.

Só para se ter ideia, o setor de carne mato-grossense – considerado o maior do país –, por exemplo, já enfrenta dificuldades para vender a arroba do boi gordo depois das delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS. Somente no Estado o grupo comanda 48% das plantas frigoríficas.

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), responsável pelos levantamentos de preços da arroba, divulgou desvalorização de 1,17% no mês de abril se comparado a março. Comparando com o mês de maio de 2016, a desvalorização é ainda maior, aproximadamente 5,6%.

No entanto, Fávaro não acredita que a renúncia de Temer ajudaria a estabilizar o setor. Para o vice-governador o ‘remédio’ para a economia está nas ‘mãos’ de deputados federais e senadores.

“Essa é uma questão que não devemos tratar agora, acho que independente de quem for o presidente da República, o Congresso precisa continuar as reformas e avançando para melhorar o ambiente, para que o Brasil saia dessa crise”, afirmou.

Com o objetivo de evitar que a crise chegue e se espalhe no Estado, o setor dos frigoríficos, que já havia superado a Operação Carne Fraca, terá que receber um ‘socorro’ do Governo com redução de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 7% para 2,5% na arroba do boi gordo em pé. 

“Vamos abrir para que alguns frigoríficos possam abater em Goiás, em Tocantins, com uma alíquota equiparada com o que tem aqui dentro e fazer um plano de recuperação e abertura de novas plantas frigoríficas. E a outras vão poder vender em outros Estados. Em 15 dias vamos resolver esse problema também”, frisou Fávaro (Veja aqui).











(1) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

rocha  25.05.17 09h49
Só aumentar o imposto do Agronegócio !!! Sr. Vice governador e "produtor rural".

Responder

3
0

TV REPÓRTER

Enquete

QUARENTENA

Você é a favor de parar tudo ou só isolar grupo de risco?

Sim, parar tudo é a melhor solução para conter o vírus

Não, parada total é suicídio econômico; será o caos pior que a doença

  • Parcial

INFORME PUBLICITÁRIO