04.11.2019 | 14h45


TECNOLOGIA DA ARENA

Governo rompe contrato milionário e manda empresa devolver dinheiro

Consórcio teria pagado propina de 1,7 milhão em propina para vencer licitação da Arena na gestão Silval Barbosa.


DA REDAÇÃO

O Governo de Mato Grosso rescindiu contrato, no montante de R$ 98 milhões, com a empresa Consórcio C.L.E. Arena Pantanal – que era responsável pelo setor de Tecnologia da Informação do estádio, construído para a Copa do Mundo em 2014.

O contrato foi feito em 2013, ainda na gestão do ex-governador Silval Barbosa e previa o “fornecimento de materiais, equipamentos e prestação de serviços técnicos especializados de instalação, ativação, configuração, realização de testes, garantia, treinamento, manutenção, operação e suporte para a implementação de Sistemas de Telecomunicações; Sistema de TV (infraestrutura), IPTV e Signage; Sistemas de Segurança (CFTV, Controle de Acesso e Detecção e Alarme de Incêndio); Sistema de Sonorização e telão (Giant Screens); Sistema de Automação Predial (BAS) e Sistema de Broadscasting (infraestrutura) na Arena de Cuiabá”.

O consórcio era formado pelas empresas Canal Livre Comércio e Serviços Ltda., localizada em Várzea Grande, e a Etel Engenharia Montagens e Automações, de Rio Claro (SP).

O encerramento do contrato ainda determina que a empresa finalize o processo de reparo ou construção de serviços já contratados.

“A presente rescisão unilateral não dispensará ambas as partes do cumprimento das obrigações contratuais eventualmente pendentes, que serão apuradas e quitadas em procedimento administrativo próprio, tampouco impedirá a aplicação das sanções administrativas porventura cabíveis”, consta na rescisão.

Recentemente, um dos episódios que mais chamou atenção foi uma queda de energia no estádio, durante partida final da Série C do Campeonato Brasileiro de Futebol. No dia do fato, havia 41 mil torcedores para acompanhar o jogo entre Cuiabá e Operário-PR.

Em setembro de 2018, o Controladoria Geral do Estado (CGE) já havia apontado irregularidades no contrato. Delação do ex-governador também aponta que um deputado estadual, nome não divulgado, recebeu R$ 1,7 milhão em propina da referida empresa.











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