23.05.2017 | 08h50


BASE ALIADA

Garcia diz que PSB está dividido em apoiar ou abandonar Temer

O deputado federal por Mato Grosso aguarda reunião com a Executiva Nacional do partido para analisar o desembarque da sigla do Governo Temer. A medida divide opiniões no partido.


DA REDAÇÃO

Os 35 deputados federais do PSB, entre eles os representantes de Mato Grosso, Fábio Garcia e Adilton Sachetti, decidem nesta terça-feira (23) se a sigla vai mesmo desembarcar da base aliada do Governo Michel Temer (PMDB) na Câmara dos Deputados, após a publicação de áudios em que o presidente é gravado em uma conversa nada republicana com o dono da JBS, Joesley Batista. Na gravação, ambos tratam supostamente da compra de silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba pela Operação Lava Jato.

 

"Vamos analisar a decisão da Executiva Nacional e determinar qual será o melhor caminho para o país, o que é, em minha opinião, o mais importante neste momento", destacou o deputado Fábio Garcia.

Nos bastidores, a saída da legenda da base governista já é dada como certa. O deputado Fábio Garcia, por exemplo, viajou na noite de segunda-feira (22) para Brasília e deve se encontrar com Sachetti para discutir o tema. "Vamos analisar a decisão da Executiva Nacional e determinar qual será o melhor caminho para o país, o que é, em minha opinião, o mais importante neste momento", destacou o parlamentar.

Questionado se pretende fomentar a saída da legenda, o ex-presidente destituído do PSB, inclusive por desobedecer determinação e votar a favor de reformas do Governo, é cauteloso. “Não vamos fazer nada sem discutir amplamente com as lideranças do nosso partido", resumiu.

Questionado se pretende fomentar a saída da legenda, o ex-presidente destituído do PSB, inclusive por desobedecer determinação e votar a favor de reformas do Governo, é cauteloso. “Não vamos fazer nada sem discutir amplamente com as lideranças do nosso partido", resumiu.

A reportagem também tentou contato com Adilton Sachetti, que vem defendendo a permanecia de Temer no Governo, mas o telefone do político estava desligado.

Em entrevistas à imprensa, Sachetti tem falado que ainda seria muito cedo para julgar Temer e que uma decisão do partido em deixar base aliada do Governo seria autoritária. Para ele, os áudios parecem mais uma armação contra o presidente.

Porém, na última quinta-feira (18), quando veio à tona as delações dos executivos da JBS, o deputado disse ao que a opinião era geral naquele momento. “Se comprovada a denúncia, ele [Temer] não tem a menor chance de continuar. Será cassado ou será impeachmado”, comentou na ocasião.

A denúncia aponta o pagamento de suborno ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, pela compra de seu silêncio, depois que ele foi preso na Operação Lava Jato. A "mesada" era de R$ 500 mil semanais, por 20 anos, segundo a Procuradoria Geral da República (PGR) com a anuência de Temer.

 











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