14.07.2020 | 19h35


PODERES / TROCA DE FARPAS

Fávero rebate AMM: 'Pode mandar mais 10 que quero responder e tomar cerveja'

A AMM pediu que fosse instaurada processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar contra o deputado após ele ter declarado que as prefeituras recebem R$ 19 mil por cada morte de covid.


DA REDAÇÃO

O deputado estadual Sílvio Fávero (PSL) disse que não ficou intimidado com a representação feita pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), que também pediu a instauração de processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar, devido à declaração dele que as prefeituras recebem R$ 19 mil por cada morte atestada pela covid-19 (novo coronavírus).

Durante a sessão extraordinária desta terça-feira (14), o Fávero ironizou pedindo da AMM e pediu que fosse encaminhada mais 10 representações que responderá bebendo. "Não tenho pingo de medo, pode mandar mais umas 10 pra mim que eu quero responder e tomar cerveja", disse o parlamentar.

O deputado ainda acusou o presidente da AMM, Neurilan Fraga, de agir com interesses eleitorais.

"Neurilan está fazendo isso porque ser candidato a senador, vai levar cacete nas urnas e nós vamos tirar essa diferença lá em Nortelândia na cidade que o senhor já perdeu e vai perder de novo", comentou.

Ele ainda questionou sobre os repasses feitos a associação e sugeriu uma investigação da Polícia Federal.

"Ao invés de calar a boca desse deputado aqui no parlamento, que é voz da população mato-grossense, ele não pega esse R$ 14 milhões que os prefeitos, muita gente não sabe, arrancam da sua cidade, que poderia ser investido na saúde, na educação e mandam aqui para Cuiabá onde tem uma Babilônia aqui no centro de Cuiabá, uma Babilônia que vale milhões", disse.

O parlamentar ainda explicou sobre seu posiconamento referente ao montante enviado pelo Governo Federal e os casos de mortes por Covid-19 no Estado. Ele comentou que o valor é baseado em um calculo que fez dividindo o valor enviado pelo governo Jair Bolsonaro com o número de casos confirmados pela doença no Estado.

"O  que os prefeitos estão fazendo com esse monte de dinheiro nas contas deles? vou repetir R$ 880 milhões, dividi por 23 mil casos da R$ 36 mil. Será que cada uma dessas pessoas que estão sendo atendido foi gastado R$ 36 mil?", questionou.

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