18.05.2019 | 17h00


CONTINGENCIAMENTO NA EDUCAÇÃO

Fávaro: 'Governo Bolsonaro teve decisão certa, mas não soube comunicar'

Para Carlos Fávaro, chefe do Ermat, União precisa aprovar reformas para viabilizar Saúde e Educação.


DA REDAÇÃO

O ex-vice-governador e atual chefe do Escritório de Representação de Mato Grosso (Ermat), Carlos Fávaro (PSD) avaliou, em entrevista ao , que a decisão do Governo de Jair Bolsonaro (PSL), em contingenciar recursos das universidades e institutos federais foi acertada, mas errou ao modo como comunicou a medida à população.

O bloqueio de aproximadamente R$ 7,4 bilhões anunciado pelo Palácio do Planalto gerou uma onda de protestos em todo o país, além de conflitos políticos até mesmo com aliados, contrários à forma como foi anunciado.

Fávaro disse que o contingenciamento de gastos é uma medida importante e necessária e isso mostra que o Governo, nesse aspecto, está fazendo o dever de casa. Ele comparou a decisão do Executivo à situação de uma família que gasta um “x” renda por mês e tem redução da carga horária de trabalho.

“Ao reduzir um pouco o salário você é obrigado a fazer um contingenciamento de gastos porque não pode continuar gastando aquilo que estava previsto, pois ao chegar ao fim do ano vai deixar de pagar coisas essenciais da sua casa. Assim é o Governo”, explicou. 

“Ao reduzir um pouco o salário você é obrigado a fazer um contingenciamento de gastos porque não pode continuar gastando aquilo que estava previsto, pois ao chegar ao fim do ano vai deixar de pagar coisas essenciais da sua casa. Assim é o Governo”, explicou.

Por outro lado, o chefe do Ermat critica a forma que o Governo Bolsonaro lidou e comunicou o assunto à sociedade. O fato do ministro da Educação, Abraham Weintraub ter acusado algumas universidades de promoverem "balbúrdia" nos seus campi e não apresentar os resultados acadêmicos esperados e horas depois voltar atrás e declarar que o congelamento de recursos afetaria todos os institutos federais. 

“O grande problema disso é a forma como foi feita. No primeiro momento seletivo, depois para todos. É só saber explicar que é importante fazer contingenciamento, mas o mais importante do que isso é trabalhar rapidamente para fazer o Brasil voltar a crescer, aprovar as reformas importantes para que possamos ter viabilidade e garantir de volta recursos para a educação e saúde, um porque mexe com a vida do ser humano e o outro porque para pensar em desenvolvimento tem que pensar em educação e qualificação profissional. São áreas essencialmente fundamentais e, por isso, tem que ter uma atenção especial”, avaliou.

Impacto em Mato Grosso

Logo após o anúncio, a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Myrian Serra informou que o bloqueio do Ministério da Educação pode parar as atividades no campus de Cuiabá a partir do segundo semestre deste ano, por falta de recursos.

O corte do MEC retirou R$ 34 milhões da UFMT para este ano. O recurso basicamente é usado para manutenção da instituição. No caso, com a falta de verba, a UFMT não conseguiria pagar os contratos com as empresas terceirizadas que fornecem serviços como luz, água e alimentação para os estudantes do campus da Capital.

Se o corte for mantido, a UFMT também não conseguirá honrar com o contrato do Restaurante Universitário (RU).

A medida por enquanto afeta apenas o campus de Cuiabá. Os outros quatro campi da instituição – apesar de estarem funcionando no limite do orçamento – não teriam as atividades interrompidas a partir do segundo semestre.

No Estado, além da UFMT, a Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) - que tem um orçamento de R$ 70,1 milhões - teve R$ 31,8 milhões bloqueados pelo MEC.

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