14.02.2017 | 13h18


CORRUPÇÃO ATIVA

Faiad redigiu carta de demissão antes de ser preso, diz presidente da Câmara

Advogado é acusado de ter autorizado fraudes em sua gestão na Secretaria de Administração do Estado para pagar dívidas de sua campanha


DA REPORTAGEM

O presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Justino Malheiros (PV) informou ao que o procurador-geral da Casa, o advogado Francisco Faiad pediu exoneração, em uma carta escrita do próprio punho, após saber de sua prisão na manhã desta terça-feira (14), quando foi deflagrada a 5ª fase da Operação Sodoma.

O advogado que foi secretário de Adminsitração do Estado, na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), exercia o cargo na Câmara desde o início do ano.

Malheiros salientou que não conhece o processo penal no qual Faiad está inserido e que não pode opinar sobre qualquer tipo de aspecto legal da ação uma vez que não tem relação com a Câmara de Cuiabá, mas sim quando ele desempenhava função de secretário de Estado.

Faiad, Silval Barbosa, o Silvio Corrêa (ex-chefe de Gabinete) e José Nunes Cordeiro (ex-secretário adjunto de Administração) foram presos na 5ª fase da operação conduzida pela Delegacia Fazendária do Estado.

O ex-secretário de Administração é acusado de ter autorizado, em sua gestão, a fraude de R$ 1,7 milhão que teria sido usado para pagar dívidas da campanha a prefeito de Cuiabá, disputada por Lúdio Cabral (PT), em 2012, na qual ele era candidato a vice-prefeito.

O presidente da Câmara afirma que não duvida da inocência de Faiad.

"Não poderia duvidar da idoniedade do Faiad uma vez que ele já foi presidente da OAB, além de ter exercício exercido outros vários cargos de importância e relevância para o Estado. Ele é um homem bom e íntegro e essa operação não afeta em nada a Câmara de Cuiabá. Talvez Faiad volte para os quadros da Câmara, mas isso vai depender do decorrer do processo", destacou Malheiros.

Sem falar diretamente, Malheiros deu a entender que isso pode prejudicar a vida pessoal de Faiad, já que ele sempre esteve no páreo para disputa de cargos eletivos.











(1) COMENTÁRIOS

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Nelsontorresjesus  14.02.17 15h34
Infelizmente isso e o retrato d vida publica. Qualquer PESSOA q ta na administracao publica, pode ser arrolado em Atos, ate que a pessoa se inocente e problrma..Faiad e boa pessoa, teve grandes trabalhos na administracao e acredito que seja inocentado.

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