14.02.2017 | 15h11


PRESO POR CORRUPÇÃO

Faiad pode responder a processo no Tribunal de Ética, diz presidente da OAB

Leonardo Campos esteve presente durante todo o cumprimento da Operação Sodoma em relação ao ex-presidente da OAB, Francisco Faiad.


LUÍS VINICIUS

Mesmo tendo suas prerrogativas asseguradas pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso durante o cumprimento de seu mandado de prisão, o ex-presidente da OAB-MT, Francisco Faiad, poderá sofrer sanções da categoria caso se confirme que ele utilizou a profissão para cometer crimes durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que são tratados na quinta fase da Operação Sodoma, deflagrada nesta terça-feira (14).

“Como de praxe, tão logo acomode essa situação, tão logo a operação evolua, nós já vamos fazer o ofício à delegada para que nos forneça cópia do inquérito e, tão logo ela forneça, nós instauraremos também um procedimento no Tribunal de Ética para apurar a conduta ética do advogado. Então, a Ordem atua na defesa do advogado e, obviamente, que havendo indícios da possibilidade de uma infração ética, nós também instauramos um processo no Tribunal de Ética”, disse Leonardo Campos, presidente da OAB-MT.

Questionado se Francisco Faiad pode ser punido mesmo tendo sido acusado por crimes cometidos na função de então secretário e Estado de Administração, Campos explicou que a condenação vai depender do resultado do processo. “Isso quem vai dizer é o processo no Tribunal de Ética, que sofrerá análise. Será nomeado um relator, ele terá o direito à defesa e, no decorrer desse processo, constatando ou não que foi no exercício profissional ou não, aí as condutas são diversas”, afirmou.

Obviamente, nós não gostaríamos de ter advogados envolvidos em nenhuma operação, nessa ou em qualquer operação. Mas, pela história do ex-presidente Francisco Faiad, pelos serviços prestados que ele tem à categoria e à sociedade, nós contamos que os fatos serão todos esclarecidos e que ele possa provar a sua inocência", disse o presidente da OAB-MT, Leonardo Campos.

Desde a manhã desta terça-feira (14), Leonardo Campos, juntamente com o presidente do Tribunal de Defesa das Prerrogativas, André Stumpf, estão acompanhando Francisco Faiad.

“Nós acompanhamos a operação desde o início. Tão logo a Polícia Civil chegou à residência do ex-presidente Faiad, nós fomos acionados e, antes de começarem as buscas, eu e o presidente do Tribunal de Defesa das Prerrogativas estivemos presentes”, relatou à imprensa.

Sala de Estado Maior

Segundo o presidente da OAB-MT, Francisco Faiad terá requerida a prisão em uma sala de Estado Maior, como prevê a lei para magistrados, advogados e membros do Ministério Público. Como a OAB não reconhece o Centro de Custódia da Capital (CCC) como uma sala desse tipo, será solicitada a prisão no Corpo de Bombeiros ou prisão domiciliar.

“A Ordem, como faz em todos os casos de advogados que nos acionam, nós pediremos o acondicionamento dele em sala de Estado Maior, e aí nós temos alternativa de ir para o Corpo de Bombeiros ou prisão domiciliar porque entendemos que não existe no CCC instalações compatíveis com o que determina a legislação”, disse.

Prejuízo à imagem da Ordem

Questionado se a prisão de um ex-presidente da OAB-MT iria “sujar” a imagem da categoria, Leonardo Campos disse que não, uma vez que a entidade já está solidificada junto à sociedade, apesar de afirmar que não gostaria que qualquer dos membros da OAB fossem acusados de participação em crimes.

“A Ordem tem uma posição muito concreta e solidificada perante a sociedade, enquanto porta-voz ou voz constitucional do cidadão e advogados da sociedade civil organizada. Obviamente, nós não gostaríamos de ter advogados envolvidos em nenhuma operação, nessa ou em qualquer operação. Mas, pela história do ex-presidente Francisco Faiad, pelos serviços prestados que ele tem à categoria e à sociedade, nós contamos que os fatos serão todos esclarecidos e que ele possa provar a sua inocência. Havendo a prática de qualquer crime, que ele responda a exemplo de qualquer cidadão brasileiro nos rigores da lei”, defendeu Campos. 

Confira a entrevista com Leonardo Campos:

 











(2) COMENTÁRIOS

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Wander  14.02.17 20h30
Posição louvável presidente! Se o faiad responde por ato privativo de advogado tem direito a sala de estado maior, mas se diz respeito a ato como secretário de Estado não tem e pode ficar no CCC sim, posto que o registro dá oab é suspenso durante o exercício da comissão (há incompatibilidade pra quem assume comissão de gestão).

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Tatu  14.02.17 19h58
Nosso tem tanto advogado enganando cliente o Presidente da OAB deveria respeitar seu colega Faiad, porque a vida da voltas. E com outro detalhe a etica como pelo presidente nao agir na falta de etica, pois explorando a situacao colocando esse tipo de constrangimento ao colega. Etica presidente comeca pelo que ta fazendo agora expindo e nao sendo etico. Cuidado um dia poderao fazer o mesmo com o senhor.Respeite seu colega Faiad.

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