20.08.2019 | 05h50


DINHEIRO DA CORRUPÇÃO

Ex-secretário de Taques diz que 'aceitava' propina para disputar Prefeitura de Cuiabá

Permínio Pinto prestou novo depoimento à 7ª Vara Criminal de Cuiabá na tarde de segunda-feira (18).


DA REDAÇÃO

Em novo depoimento à 7ª Vara Criminal de Cuiabá, o ex-secretário de Estado de Educação Permínio Pinto disse que aceitou receber propina para financiar um possível projeto político para disputar a Prefeitura de Cuiabá, nas eleições de 2016.

A declaração ocorreu na tarde de segunda-feira (19) no processo que apura desvio de dinheiro público da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) em obras de escolas, inicialmente orçadas em R$ 56 milhões. O esquema foi descoberto por meio da Operação Rêmora, na gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB), em 2015.

Permínio confessou receber R$ 170 mil no esquema, sendo a maioria por complementação salarial, no valor de R$ 17 mil, seu salário líquido à época era R$ 13 mil.

Ele destacou que, como secretário da pasta, era omisso e não participava de determinadas negociações do grupo criminoso. No entanto, o ex-secretário confirmou que recebia 25% do valor da propina arrecadada pelos envolvidos no esquema, liderado por Alan Malouf, Giovani Guizardi, Wander Luiz dos Reis e Fábio Frigeri.

Permínio negou a participação do ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB) no esquema de corrupção. Ele diz que em sua delação premiada, em outro caso de corrupção, diversos anexos tratam de Leitão, mas que não é o caso desta operação.

"Em hipótese alguma, isso é um equivoco, uma fantasia”, relata o ex-secretário.

O esquema teve inicio, de acordo com Permínio, no final de março de 2015. Ele recebeu dinheiro do empresário Giovani Guizardi, dono da Dínamo Construtora Ltda, em algumas ocasiões dentro do carro na porta de casa.

Conforme o ex-secretário, o esquema teve fim, pois, Fábio Frigeri (o homem de confiança de Maluf) cobrava os empresários com truculência e estaria vazando informações.











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