03.07.2017 | 15h00


SUPERFATUROU ÁREA

Ex-presidente do Intermat diz que teve medo de entrar em esquema e Silval o chamou de 'cagão'

O temor de Afonso Dalberto era em ação de desapropriação de área, que foi superfaturada e gerou lucro ilícito de R$ 15 milhões.


DA REPORTAGEM

O ex-presidente do Intermart, Afonso Adalberto disse em depoimento à Justiça, nesta segunda-feira (3), que foi chamando de “cagão” pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB), por sentir medo de atuar na concretização de um esquema que superfaturou uma área no bairro Jardim Liberdade, no montante de R$ 31 milhões – que gerou lucro ilícito de R$ 15 milhões.

À juíza Selma Rosane Arruda, da Sétima Vara Criminal da Capital, Afonso relatou que ao ter dúvida sobre o sucesso do superfaturamento, entrou em contato com o ex-governador, que à época, não quis conversar.

“Eu liguei para o Silval preocupado [com o esquema] e ele me chamou de cagão, porque eu estava com medo. Perguntou se eu falei com o Chico Lima e eu disse que sim. Ele respondeu, então pronto, e desligou”, declarou.

Afonso contou que o esquema criminoso começou após o ex-governador Silval Barbosa o chamar para um almoço, no Palácio Paiaguás, com a participação dos ex-secretários Pedro Nadaf, Marcel de Cursi e o então procurador Chico Lima. No entanto, essa foi a única participação com parte da organização criminosa.

Lucrou R$ 600 mil

“Silval apresentou o projeto de desapropriação e disse que já tinha feito toda a parte de desapropriação com autorização do Tribunal de Justiça. Ele [Chico Lima] disse que a minha participação seria de R$ 600 mil e disse que a questão jurídica estava tudo certo”, relatou.

Em depoimento, o ex-presidente do Intermat afirmou que recebeu R$ 600 mil, pela participação no esquema. O montante teria sido pago em quatro parcelas, por meio de Chico Lima. Afonso relatou que o dinheiro foi repassado a ele, no estacionamento do Palácio Paiaguás, em envelope ou caixa de sapato. As contas de um sobrinho e de uma cunhada dele também foram usadas para receber o lucro ilícito.

Dalberto afirmou que no Intermat não havia recursos para a compra do terreno, mas isso não preocupava o ex-governador. “Silval falou que isso era algo que ele iria resolver. Eu não tinha poder de participação em reunião da alta cúpula”, argumentou.











(1) COMENTÁRIOS

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Armindo de Figueiredo Filho Figueiredo  03.07.17 17h26
Ex-presidente do Intermat revela que foi chamado de "cagão" por ex-governador. U A I !!!!!! Porque só agora ele esse "PALAVREADO" veio à tona?????

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