22.07.2019 | 15h30


DELAÇÃO NA ARARATH

Ex-diretor do Bic Banco entrega novos envolvidos em esquema de lavagem de dinheiro

A informação consta no acordo de delação premiada, homologado no dia 30 de abril pelo desembargador federal Cândido Ribeiro.


DA REDAÇÃO

A delação premiada do ex-superintendente do BicBanco em Cuiabá, Luis Carlos Cuzziol, que foi homologada pela Justiça Federal no dia 30 de abril passado, deve atingir alvos citados em 20 inquéritos e cinco ações que tramitam na 7ª Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso. O documento, assinado pelo desembargador Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), também inclui novos personagens no esquema de corrupção montado dentro da instituição financeira.

Apesar de não detalhar as supostas ações criminosas, por tramitar em segredo de Justiça, o termo explica que o teor do acordo envolve fatos investigados “no bojo da denominada ‘Operação Ararath’, assim como, fatos novos, que ainda não são objeto de investigação”, destaca trecho do documento.

O termo explica que o teor do acordo envolve fatos investigados “no bojo da denominada ‘Operação Ararath’, assim como, fatos novos, que ainda não são objeto de investigação”, diz trecho do documento.

“Entre os fatos em foco estão episódios praticados desde o ano de 2008, na condição de superintendente da Agência do BicBanco na cidade de Cuiabá/MT, envolvendo crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e lavagem de dinheiro, previstos no artigo 4º, da Lei nº 7.492/86, e art. 1º, da Lei n° 9.613/98, respectivamente”, acrescentou o desembargador.

Como o documento que consta a colaboração premiada está em sigilo, ainda não possível afirmar com certeza quais são as novas denúncias reveladas pelo ex-superintendente BicBanco. No entanto, informações vazadas à imprensa apontam que Cuzziol entregou à Justiça Federal os detalhes que faltavam para fechar as investigações sobre o esquema de corrupção.

Nos bastidores do Judiciário, os comentários são que a confissão atinge autoridades, empresários deputados e ex-deputados, entre eles o ex-secretário Eder Moraes e o ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), além de executivos do próprio Bic Banco.

Ele teria delatado, por exemplo, novos personagens que também atuaram em operações ilegais por meio de factorings clandestinas, além de gestão fraudulenta no Bic Banco, por meio de simulações de empréstimos, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra a Administração Pública e ainda crimes tributários.

O ex-superintendente teria entregado à Justiça e-mails, documentos, trocas de mensagens e contas bancárias que dão mais sustentação às provas do MPF (Ministério Público Federal).

A delação premiada foi conduzida pela procuradora da República, Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani, uma das responsáveis pela Operação Ararath.

O acordo foi feito após Cuzziol ter virado alvo da 5ª e 6ª fase da Operação Ararath, em 2014, ele já possui três sentenças condenatórias juntamente com os irmãos e advogados Alex e Kléber Tocantins, o ex-secretário-adjunto de Fazenda Vivaldo Lopes e o ex-secretário de Estado de Fazenda e da Casa Civil, Eder Moares.











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Enquete

ABUSO DE AUTORIDADE

Você concorda com aprovação da Lei para punir juízes?

Concordo: MP e Juízes erram muito e prejudicam pessoas de bem

Não concordo. A aprovação da lei é que é um abuso

Bolsonaro deveria vetar a lei

Bolsonaro deve sancionar a lei

  • Parcial

INFORME PUBLICITÁRIO

TV REPÓRTER