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10.06.2017 | 16h40


PODERES / APÓS 17 ANOS

Ex-assessor de Riva é condenado a 13 anos de prisão por homicídio

Apesar de ser condenado por homicídio qualificado, Vinícius Silveira pode recorrer da sentença em liberdade. Ele é acusado de matar o adolescente Wilson Júnior, de apenas 16 anos.



O ex-servidor da Assembleia Legislativa, Vinícius Prado Silveira foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá a 13 anos de prisão, pelo homicídio qualificado do adolescente Wilson Júnior, que à época tinha apenas 15 anos de idade. A sentença foi anunciada na madrugada deste sábado (10), 17 anos depois do crime.

“Eu estou presa eternamente em minha dor e na saudade que sinto de meu filho. Eu choro todos os dias a falta dele. Além disso, convivo com a revolta de ver o assassino do meu menino solto. Isso não é justo. Eu vou lutar até o fim para que a justiça seja feita”, lamenta a mãe.

Vinícius Silveira ficou conhecido por ser ex-assessor do ex-deputado José Riva (sem partido) e, inclusive, responder como réu à uma ação penal derivada da Operação Metástase, que apura desvios milionários de dinheiro dos cofres da Assembleia, por meio da emissão de “notas frias” como forma de justificar o uso da extinta “verba de suprimento”.

Para chegar ao veredito foram necessárias 12 horas de Júri. Durante a sessão, o Conselho de Sentença não aceitou a tese da defesa de que Vinícius teria cometido o crime em legítima defesa.

No entanto, o pedido do promotor de Justiça que atuou no caso, Jaime Romaquelli, para que o acusado fosse preso imediatamente não foi aceito, a decisão autoriza o réu a recorrer da sentença em liberdade. No entanto, Romaquelli já afirmou que irá pedir a prisão imediata do acusado por meio do Tribunal Justiça do Estado. 

Mãe pede Justiça

A doméstica Maria Aparecida Batista Vaz, de 61 anos, mãe do adolescente Wilson Barbosa Vaz Júnior, que foi assassinado pelo ex-servidor da Assembleia Legislativa, declarou que a maior revolta dela é ver que após 17 anos da morte do filho, o assassino que foi condenado pelo crime continua solto.

Maria diz que todos os dias ela se lembra do filho, que à época tinha 15 anos, e foi morto com um tiro na cabeça por motivo torpe.

Mae clama

A doméstica Maria Batista Vaz diz que chora a morte do filho todos os dias e lamenta que o assassino não tenha sido preso.

“Eu estou presa eternamente em minha dor e na saudade que sinto de meu filho. Eu choro todos os dias a falta dele. Além disso, convivo com a revolta de ver o assassino do meu menino solto. Isso não é justo. Eu vou lutar até o fim para que a justiça seja feita”, lamenta a mãe.

A mãe, emocionada, diz que nunca recebeu ajuda financeira, apoio emocional ou qualquer suporte.

“Eu vi meu filho sair de casa rindo e voltar dentro de um caixão. Ele era um menino trabalhador, esforçado, tanto que eu enterrei meu menino com um dinheirinho que ele tinha guardado para comprar roupas, porque eu não tinha condições de fazer um funeral decente para ele. Até hoje ninguém nunca me ajudou com nada, eu vivo à base de remédio controlado, sem saber quando esse bandido vai ser preso”, disse a mãe.

Relembre o crime

Em fevereiro de 2000 Vinícius Silveira por motivo torpe atirou na cabeça de Wilson Júnior, que estava sentado na calçada em frente a uma lanchonete no Centro de Cuiabá.

Adriel Correa da Silva, também acusado de envolvimento no crime, teria encorajado o ex-assessor da Assembleia a matar o menor. Neste caso, além de comparsa, Adriel também é acusado de participar ativamente do assassinato.

Desde então, o ex-servidor público conseguiu escapar da condenação em 2008 por porte ilegal de arma de fogo. Devido ao tempo de ação, o Judiciário extinguiu o processo por conta da prescrição. 

Porém, no mesmo ano, a Justiça designou a sessão do Tribunal do Júri para julgar caso, mas uma série de recursos e pedidos adiou o julgamento. Desde então, pelo menos cinco julgamentos foram marcados, o que ocasionou demora.

A situação foi encarada pelo juiz como uma tentativa da defesa de procrastinar o julgamento do caso. Diante disso, o magistrado recentemente chegou a expedir mandado de prisão contra Adriel Correa.











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