13.04.2017 | 07h00


SOBRAS DA COPA

‘Estado não tem interesse em operar o VLT’, revela Wilson

O Governo do Estado irá lançar até o final de abril uma proposta de manifestação de interesse para contratar empresa para elaborar o edital de licitação para parceria público-privada para a operacionalização do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT)


DA REDAÇÃO

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que em duas semanas deve voltar a assumir a Secretaria de Estado de Cidades (Secid), revelou nesta quarta-feira (12) que o Governo do Estado irá lançar até o final de abril uma proposta de manifestação de interesse para contratar empresa para elaborar o edital de licitação para parceria público-privada para a operacionalização do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), quando a obra estiver pronta.

“O Estado não tem interesse em operar o VLT. Na ‘marcha branca’, que é o período de testes do VLT, a responsabilidade é do Estado, porém depois dessa etapa vamos deixar a operação para uma parceria público-privada, que será decidida em uma grande licitação nacional”, disse Wilson.

“O Estado não tem interesse em operar o VLT. Na ‘marcha branca’, que é o período de testes do VLT, a responsabilidade é do Estado, porém depois dessa etapa vamos deixar a operação para uma parceria público-privada, que será decidida em uma grande licitação nacional”, disse Wilson.

Segundo ele, o modelo de PPP seguirá o padrão adotado na cidade do Rio de Janeiro, onde o VLT foi inaugurado no ano passado.

A proposta para a implantação de PPP também foi sugerida pelo deputado estadual Oscar Bezerra (PSB), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o VLT e outras obras de mobilidade urbana que deveriam ficar prontas para a Copa do Mundo.

O deputado informou que um grupo chinês tem interesse em investir no modal, mas a sugestão teria sido desconsiderada pelo governador Pedro Taques (PSDB).

Wilson Santos afirmou que os pontos em que for convencido poderão ser mudados antes da retomada das obras do VLT.

“Vamos acatar a sugestão do deputado e outras mais que forem pertinentes a respeito do VLT. Voltei para a Assembleia para ter a oportunidade de esclarecer todos os pontos contraditórios do modal. Defendo a continuidade da obra e quero que os deputados entendam da mesma forma como vejo agora”, pontuou Wilson.

"Meu retorno ao Legislativo não é nenhuma afronta aos deputados ou à CPI. Só quero a chance de esclarecer tudo", explicou.

Ele contou que não teve acesso ao relatório final da CPI, mas sabe que o documento pede a anulação do contrato com o Consórcio VLT, além de apontar sobrepreço.

“Fizemos uma negociação com o consórcio e nela obtivemos economia de R$ 500 milhões. Essa negociação foi uma orientação da Justiça Federal, que nos dará aval para a continuidade das obras. Como secretário tive acesso a informações importantes e que apontaram não somente culpa ao consórcio, mas também ao Estado. Meu retorno ao Legislativo não é nenhuma afronta aos deputados ou à CPI. Só quero a chance de esclarecer tudo”, explicou.

 

Wilson afirmou que se comprometeu com Taques de que voltaria o mais breve possível à Secid para dar continuidade aos trabalhos na Pasta.











(2) COMENTÁRIOS

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rocha  14.04.17 17h03
Essa obra é RDC ... Não pode ter aditivos ... Wilson quer enfiar o VLT garganta abaixo do povo !! AL abre o olho .....

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Carlos Nunes  13.04.17 08h53
Por que todo esse empenho até exagerado de retomar a Obra do VLT? Quem é que vai encher os bolsos com isso? Os sites da Capital já mostraram que, depois de pronto, durante 15 anos, o VLT dará um prejuízo de ATÉ 70 MILHÕES de reais, que será coberto pelo Estado; mais a isenção fiscal das Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande, estimada em 200 Milhões na construção do VLT, e depois por mais de 15 anos...senão o VLT não anda. O povo jamais pagará preço de passagem que cubra os custos e o prejuízo. Não tem nem demanda suficiente de passageiros; consome de energia elétrica o que gasta uma cidade com 70 mil habitantes. Aí, depois de pronto, o VLT será Terceirizado? Dado pra um Grupo Empresarial por 30 anos? Seria bom esse Grupo Empresarial investir os Bilhões no VLT, para depois tomar conta do negócio, merecidamente. Qual Grupo Empresarial faria isso? Só entra em negócio que dá lucro. Ninguém vai querer investir nesse VLT, se já estão fabricando no país, o NOVO VLT, movido a Magnetismo que só gasta um terço da energia desse espanhol do Silval - brevemente ele ficará antieconômico pra burro. Não deviam é ter deixado o Silval comprar o VLT espanhol, porque de VLT ninguém entendia bulhufas...nem ele.

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