10.09.2019 | 11h40


R$ 60 MILHÕES DA SAÚDE

Estado não responde notificação e Emanuel promete acionar Justiça para receber dívida

"Não vou perdoar nenhum centavo do Estado e da União que seja da saúde pública [de Cuiabá]", avisa prefeito.


KAROLLEN NADESKA

O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) disse que o Estado não respondeu a notificação sobre a dívida de quase R$ 60 milhões na área da Saúde e, por isso, deve judicializar a cobrança.

O emedebista fez um apelo para que o Governo quite os débitos para que possa investir no setor que, segundo prefeito, o município carrega nas costas a saúde pública de Mato Grosso.

“O Estado deve R$ 56 milhões para Cuiabá, então, estou fazendo um apelo. Não quero judicializar, mas, esse dinheiro não é meu, pertence à saúde pública da população cuiabana que acaba por atender todo o Estado. Não posso deixar de cobrar”, disse Emanuel

“O Estado deve R$ 56 milhões para Cuiabá, então, estou fazendo um apelo. Não quero judicializar, mas, esse dinheiro não é meu, pertence à saúde pública da população cuiabana que acaba por atender todo o Estado. Não posso deixar de cobrar”, disse Emanuel logo após o lançamento do Programa Hora Estendida em unidades de Saúde da Atenção Básica, nesta terça-feira (10).

Ele ainda reconheceu uma dívida do Município com o Hospital Geral do Estado que ameaça suspender o atendimento das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) devido a atrasos de pagamento.

“Vou ter que dar um jeito na situação do Hospital Geral, não vou deixar parar, só que essa é a realidade. São quase R$ 60 milhões de débitos que está sacrificando a saúde. Não paro de investir e não vou parar porque a população precisa de uma saúde pública decente, humanizada e de qualidade, mas é preciso que haja uma sensibilidade maior do Estado”, destacou.

Pinheiro ainda comentou que pediu para que sua equipe insistisse no diálogo com o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, para que apresente uma proposta de quitar o montante através de 20 parcelas de R$ 3 milhões.

O prefeito disse que não pode abrir mão do dinheiro e negou que esteja aproveitando da dívida para instalar crise política com o governador Mauro Mendes (DEM).

“Não posso abrir mão dele [dívida]. Não tenho interesse de iniciar uma crise política com o governador, com deputados, com a classe política. Pelo contrário, sempre cisquei pra dentro, sempre fui amigo de todo mundo, parceiro e companheiro agora mexeu com Cuiabá, mexeu comigo”, frisou.

Não posso abrir mão dele [dívida]. Não tenho interesse de iniciar uma crise política com o governador, com deputados, com a classe política. Pelo contrário, sempre cisquei pra dentro, sempre fui amigo de todo mundo, parceiro e companheiro agora mexeu com Cuiabá, mexeu comigo”, frisou.

“O que não pode é não pagar, o que não pode é continuar fingindo que não existe é a população precisando, necessitando, e a gente trabalhando demais, dia e noite, para avançar e melhorar a saúde publica e um volume tão grande de recursos que poderiam me ajudar nesse investimento fica sendo discutido na imprensa, sendo empurrado. Não quero brigar”, acrescentou.

Emanuel ainda comentou sobre a fala do secretário Gilberto Figueiredo de que a dívida não era de R$ 60 milhões, mas sim de R$ 39 milhões. Para ele, não importa o real valor desde que o Estado quite o que deve.

"O secretario de Saúde do Estado fala que deve R$ 39 milhões e eu reafirmo que deve R$ 56 milhões. Faz o seguinte, acerta o R$ 39 milhões e a minha equipe vê a diferença de R$ 26 milhões se o Estado estiver certo não tem problema. Não quero cobrar o que o Estado não deve, mas não vou perdoar nenhum centavo do Estado e da União que é da saúde pública", disse.











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