23.05.2019 | 08h40


CERCO FECHADO

Estado monitora 700 empresas em tempo real para 'pegar' sonegadores de ICMS

Governo faz trabalho de monitoramento até por câmeras nas rodovias para fiscalizar o que é de direito do Estado como Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).


DA REDAÇÃO

Pelo menos 700 empresas de Mato Grosso estão sendo monitoradas, em tempo real, para evitar sonegação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e, com isso, queda na arrecadação.

Dados do Governo do Estado apontam que todos os tributos arrecadados no primeiro quadrimestre deste ano, o ICMS liderou o ranking com o valor de R$ 3,310 bilhões, seguido do Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA), no montante de R$ 415 milhões, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), R$ 241 milhões. O total de receita tributária foi da ordem de R$ 4,067 bilhões. O valor arrecadado é 7,4% maior, se comparado com o mesmo período de 2018 (R$ 3,786 bilhões).

“Estamos fazendo um combate forte à sonegação por meio de controle e monitoramento. Estamos acompanhando a contabilidade das 700 maiores empresas em tempo real para saber tudo que está sendo contabilizado e oferecido de recursos para o Estado”, declarou Rogério Gallo.

“Estamos fazendo um combate forte à sonegação por meio de controle e monitoramento. Estamos acompanhando a contabilidade das 700 maiores empresas em tempo real para saber tudo que está sendo contabilizado e oferecido de recursos para o Estado em ICMS é o valor correto ou não”, declarou o secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo.

Ele ressaltou ainda que o Governo Mauro Mendes (DEM) pretende debater, novamente, no Poder Legislativo, as regras para concessão de incentivos fiscais, além de avaliar os benefícios já concedidos.

“Vamos apresentar até 10 de junho o compromisso sobre a restituição dos incentivos fiscais que é uma agenda importante que tem que ser restituído até dia 31 de julho, além do debate sobre as renúncias fiscais. Aquelas que fazem sentido ao desenvolvimento do Estado certamente serão mantidas, outros serão reduzidas ou mesmo eliminadas. Esse tema será colocado à Assembleia Legislativa”, argumentou.

Segundo a Sefaz, nos quatro primeiros meses de 2019, a receita total do Estado contabilizou R$ 5,926 bilhões e as despesas somaram R$ 4,985 bilhões. Junto com as fontes próprias e transferências da União o montante chega a R$ 7,2 bilhões.

Big Brother nas estradas

No início deste ano a Sefaz já havia adiantado que iria monitorar, por meio de câmeras, 700 empresas que são responsáveis por 80% da arrecadação de impostos de Mato Grosso.

O Governo do Estado trabalha uma parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e com a Rota do Oeste, que tem concessões de estradas em Mato Grosso, para utilizar câmeras instaladas nas rodovias para verificar se produtos como soja e milho são, de fato, levados aos portos do país para serem exportados.

Além disso, o Estado instalou o Batalhão Fazendário na sede da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), bem como reforçou a equipe da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz). 

À época, o secretário de Estado Segurança Pública Alexandre Bustamante declarou que “a rede de câmeras nas rodovias estaduais com o incremento da Delegacia Fazendária e do batalhão são um conjunto de medidas para inibir a grande sonegação e os crimes fazendários que existem em Mato Grosso”, destacou o titular da Sesp.











(2) COMENTÁRIOS

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ana  24.05.19 16h20
e pra pegar os fiscais e agentes de tributo corruptos o que vcs estão fazendo??? porque se tem gente pagando propina tem funcionario publico recebendo ne

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Verdade seja dita  23.05.19 10h16
Estão querendo cobrir o ROMBO na economia causado pela CORRUPÇÃO e ROUBALHEIRA, perseguindo as empresas, os empresários ?? Pq não perseguem os bandidos soltos com seus milhões liberados ??? Corruptos, "ex" bicheiro, políticos, todos soltos endinheirados e o estado querendo oprimir a classe de trabalhador ??? Faça me o favor.

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