08.06.2017 | 16h20


PODERES / LICITAÇÕES NA SEDUC

Engenheiro diz que só entregava envelopes e desconhecia propinas

Edézio Ferreira é acusado pelo MPE de participação na organização criminosa que fraudou processos licitatórios de obras da Secretaria de Educação do Estado.


DA REDAÇÃO

O engenheiro eletricista Edézio Ferreira da Silva, proprietário da sala que funcionava como "Q.G" do grupo que comandava o esquema de fraudes em licitações da Secretaria de Educação do Estado, investigada pela Operação Rêmora, alegou inocência em depoimento à juíza Selma Arruda, da Sétima Vara Criminal.

Réu na terceira fase da Operação Rêmora, denominada Grão Vizir, ele alegou que apesar de receber mensalmente R$ 7,5 de aluguel pela sala e entregar envelopes ao coordenador do esquema, o empresário Giovani Guizardi que se tornou delator da investigação, ele não tinha conhecimento sobre pagamento de propinas e funcionamento do sistema de corrupção instalado na Seduc entre empresários, servidores e políticos.

O engenheiro é acusado pelo Ministério Público do Estado (MPE) de participação na organização criminosa junto com o empresário Alan Malouf, que fraudou processos licitatórios de construção e/ou reforma de escolas públicas em diversas cidades do Estado de Mato Grosso. 

De acordo com Edézio, ele trabalhava para o dono da Dínamo Construtora, Giovani Guizardi, apontado como operador da propina para quem alugou a sala comercial no bairro Santa Rosa durante seis meses, por R$ 7,5 mil mensais, onde ocorriam as reuniões do grupo. Nestes encontros eram divididas as obras da Seduc entre as empresas participantes do esquema, em esquema de "cartas marcadas".

Segundo o MPE, Edézio também repassou envelopes com dinheiro da propina a Guizardi. A defesa do engenheiro nega que ele tivesse conhecimento do conteúdo dos envelopes. “Ele era empregado da construtora. O que pediam para ele fazer ele fazia”,

Denunciados Rêmora

Além de Alan Malouf e Edézio Ferreira da Silva, o MPE já havia denunciado outras 22 pessoas suspeitas de participarem do esquema de fraudes em licitações, entre empresários do ramo da construção e servidores públicos, além do ex-secretário de Educação, Permínio Pinto. Eles respondem pelos crimes de constituição de organização criminosa, formação de cartel, corrupção passiva e fraude em licitação.

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