17.06.2020 | 17h00


PODERES / 16ª FASE DA ARARATH

Empresas, conselheiros afastados e fazendas foram alvos de operação

A ordem para as medidas cautelares partiu do ministro Raul Araújo, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).


DA REDAÇÃO

A 16ª fase da operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (17), teve como alvos empresas, pessoas físicas, duas fazendas e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). O objetivo da ação é reunir provas sobre um suposto esquema criminoso que teria desviado recursos públicos do Estado. 

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ao todo, 19 mandados de busca e apreensão foram expedidos. A ordem para as medidas cautelares partiu do ministro Raul Araújo, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além das buscas, o ministro determinou a quebra de sigilos para compartilhamento de informações entre os investigadores e a Receita Federal relacionadas a 33 empresas e 30 pessoas físicas que teriam participação no esquema. 

Entre os alvos dos mandados estão os conselheiros afastados do TCE, José Carlos Novelli e Waldir Teis. Um mandato também foi cumprido em um buffet ligado a família de Sérgio Ricardo, em Cuiabá. 

Eles e mais dois conselheiros – Antonio Joaquim e Valter Albano - foram afastados de suas funções após a deflagração da operação Malebolge, em 2017. A delação do ex-governador Silval Barbosa indica que os conselheiros cobraram R$ 53 milhões de propina para não fazer vistas grossas durante as obras da Copa do Mundo, que teve Cuiabá como uma das sedes, em 2014. Todos negam as acusações do ex-governador. 

Conforme o MPF, as investigações preliminares apontam a utilização – por parte dos conselheiros – de empresas e de pessoas físicas para esconder o recebimento das vantagens indevidas.

Ainda segundo o órgão, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, na petição enviada ao STJ, descreve a atuação dos próprios conselheiros e de pessoas ligadas e eles em um esquema complexo que inclui dezenas de operações comerciais financeiras. Entre eles, a compra de um motel que teria como sócio um dos conselheiros investigados. 

O inquérito corre sob sigilo, por isso, não foram divulgados os nomes das pessoas e empresas atingidas pelas medidas cautelares.(Com informações do Ministério Público Federal)

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(1) COMENTÁRIOS

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Benedito costa  18.06.20 21h01
Enfim! Ninguém preso, ninguém devolveu nada até agora, continuam ganhando seus salários mesmo não trabalhando, continuam ganhando grana aumentando seus patrimônios, não foram demitidos do serviço público. Tudo como dantes no quartel de Abrantes. Uma balela, uma vergonha.

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