09.02.2017 | 12h17


PODERES / O PAI MORREU

Eder alega abalo e consegue adiar depoimento da Ararath na Justiça Federal

O pedido de adiamento foi feito pela defesa na segunda-feira (6), quando o pai do ex-secretário morreu por complicações cardíacas e renais.


DA REDAÇÃO

Foi adiado para o dia 2 de março o interrogatório do ex-secretário de Estado de Fazenda Eder Moraes, que seria realizado na tarde desta quinta-feira (9), na Justiça Federal.

A remarcação da data foi feita pelo juiz federal Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal, atendendo a um pedido de urgência feito pelo advogado do réu, Ricardo Spinelli, na última segunda-feira (6), diante da morte do pai de Eder Moraes, Alcides Oliveira Dias, que faleceu aos 80 anos após complicações cardíacas e insuficiência renal.  Alcides Dias estava internado há dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Jardim Cuiabá

O velório ocorreu ao longo da segunda-feira (6) e o sepultamento ocorreu na terça-feira (7), no Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá.

“Tendo em vista que é direito do defendente acompanhar as oitivas das testemunhas e ainda considerando que o mesmo foi intimado para o interrogatório na referida data (09.02.2017), onde este Juízo determinou a realização de ato único, a defesa técnica requer-se e especial fineza de Vossa Excelência para fins de adiar a audiência para semana seguinte, ao menos em razão do evento fatídico (e em respeito ao luto)”, argumentou o advogado Ricardo Spinelli em sua petição.

Spinelli ressaltou que a morte do pai de Eder Moraes às vésperas da audiência poderia causar prejuízos e transtornos à defesa, que ficaria comprometida por conta do abalo psicológico.

Na audiência desta quarta-feira, Eder iria depor em ação penal referente à operação Ararath.

Eder é apontado como o mentor intelectual e operador político de um sistema de lavagem de dinheiro, que de acordo com o Ministério Público Federal, foi colocado em prática, com apoio do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, que usava duas de suas empresas para conceder empréstimos financeiros a políticos e empresários.

O dinheiro envolvido no esquema vinha de atos de corrupção e dos cofres do Estado.

Leia também:

Ex-secretário Eder Moraes volta a ser interrogado pela Justiça federal











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO