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24.01.2017 | 08h10


PODERES / OPERAÇÃO SODOMA

Diretor do Sesc recebeu R$ 95 mil de réu em esquema de desapropriação

Marcos Amorim da Silva nega que tenha qualquer relação com o advogado Levi Machado, acusado de atuar na lavagem de dinheiro desviado do Estado


DA REDAÇÃO

No dia 10 de novembro de 2014, Marcos Amorim da Silva, diretor regional do Serviço Social do Comércio (Sesc), recebeu um cheque no valor de R$ 95 mil proveniente do advogado Levi Machado de Oliveira, réu na ação penal oriunda da Operação Sodoma 4, que apura esquema de corrupção na desapropriação do bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá.

É o que diz um relatório da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), que investiga o caso, ocorrido também em 2014.

Na desapropriação que custou cerca de R$ 30 milhões aos cofres públicos, mais de R$ 15 milhões teriam sido desviados, supostamente por meio de Levi Machado, que teria atuado como operador financeiro, responsável pela “lavagem” do dinheiro recebido pela empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários, dona do imóvel na época.

Outro lado

Por meio de nota, o diretor do Sesc Mato Grosso negou que tenha recebido cheque do advogado e mesmo que conheça Levi Machado ou tenha qualquer contato com ele.

Com relação ao valor de R$ 95 mil, o empresário acredita que seja relacionado à uma transação comercial feita entre ele e o ex-secretário de Estado Pedro Nadaf, também réu em ações penais sobre corrupção na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). Marcos Amorim ressalta que tal relação comercial não constitui nenhuma irregularidade “eis que trata-se de cheque que é título de crédito ao portador”.

Marcos Amorim também destacou que o relatório da Defaz não afirma que o cheque foi recebido das mãos de Levi Machado, mas sim que este repassou vários cheques para o empresário Filinto Muller, que atua no ramo de factoring, confessou ter sido operador financeiro do esquema e é colaborador do Ministério Público. 

Sodoma 4

A quarta fase da Operação Sodoma foi deflagrada em 26 de setembro do ano passado, quando diligências realizadas evidenciaram que o pagamento da desapropriação do bairro Jardim Liberdade, na região do bairro Osmar Cabral, no valor total de R$ 31.715 milhões à empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários Ltda se deu com o único objetivo de desviar dinheiro público do Estado, em benefício da organização criminosa supostamente liderada pelo ex-governador Silval Barbosa.

Ficou  comprovado na investigação que participaram dessa fraude além de Silval Barbosa,  as pessoas de Pedro Jamil Nadaf (ex-secretario chefe da Casa Civil), Francisco Gomes de Andrade Lima Filho (procurador de Estado aposentado), Marcel de Cursi (ex-secretário de Fazenda), Arnaldo Alves De Souza Neto (ex-secretário de Planejamento), Afonso Dalberto (ex-presidente do Intermat), além do ex-proprietário do imóvel Antônio Rodrigues Carvalho, seu advogado Levi Machado, o operador financeiro do grupo criminoso Filinto Muller.

De todo o valor pago pelo Estado pela desapropriação, o correspondente a 50%, ou seja, R$ 15.857.000,00, retornaram  via empresa SF Assessoria e Organização de Eventos, de Propriedade de Filinto Muller, em prol do grupo criminoso. O dinheiro teria repassado a ele pelo advogado da imobiliária, Levi Machado. 

 











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