24.05.2017 | 11h07


POR CRISE NA SAÚDE

Deputados 'trancam' a pauta e Governo chama para reunião de emergência

Ação ocorreu a partir de movimento dos deputados da oposição e também da base do Governo que chamam a atenção para a situação da Saúde Pública no Estado.


DA REPORTAGEM

Os deputados estaduais trancaram a pauta na sessão ordinária da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (24). A ordem do dia foi cancelada e somente projetos em regime de urgência seriam analisados.

O motivo foi um movimento, tanto da base aliada, quanto da oposição ao Governo Pedro Taques (PSDB) de crítica à situação atual da Saúde no Estado, em especial do município de Sorriso, cujo Hospital Regional passa por grave situação.

A unidade de saúde ganhou fama nacional depois que o diretor Roberto Satoshi apareceu na TV chorando por causa da falta de estrutura e dinheiro para tratar pacientes. 

O pedido de sobrestamento da pauta foi feito pelos deputados da oposição, mas obteve apoio dos parlamentares aliados.

Em resposta, o Governo do Estado chamou os deputados da base para uma reunião de emergência, em que serão apontados os repasses para o setor. Na reunião, os parlamentares pretendem apresentar propostas de melhorias, entre elas, a utilização de emendas parlamentares federais, no valor de R$ 85 milhões, que seriam destinadas para a construção do novo Pronto-Socorro de Cuiabá, nos Hospitais Regionais do Estado.

"Temos que avaliar se o momento é de atrapalhar, ou de ter criatividade e produtividade, para auxiliar em um momento de dificuldade e necessidade, como é o caso da Saúde", pontuou Dilmar Dal Bosco.

"Também vamos propor que a sobra, o dinheiro que a Assembleia devolve ao Executivo, seja utilizado na Saúde. São R$ 70 milhões, que iriam para asfaltamento de município, mas que neste momento devem ser destinados aos hospitais", disse o líder do Governo na Casa, Dilmar Dal Bosco.

Questionado a respeito do "trancamento" da pauta, Dilmar afirmou que a medida não é produtiva.

"Temos que avaliar se o momento é de atrapalhar, ou de ter criatividade e produtividade, para auxiliar em um momento de dificuldade e necessidade, como é o caso da Saúde", pontuou.

A deputada Janaina Riva (PMDB) reclamou da oposição não ter sido chamada para a reunião.

"Me admira os colegas aceitarem sentar para uma conversa sobre a Saùde de Mato Grosso sem a oposição. Nós somos cinco deputados que não servem para nada? Não podemos sequer sermos convidados para debater o futuro do nosso Estado?", questionou a parlamentar.

Segundo Dilmar Dal Bosco, os deputados de oposição não foram chamados para a reunião com o Executivo porque "não trouxeram nada de novo. Apenas criticaram e fizeram politicagem".

Gilmar Fabris (PSD) disse que mesmo sendo aliado, às vezes, pronunciamentos de oposição são necessários.

"A partir de hoje, nós que apoiamos o Governo temos que tomar posição nessa Casa. Precisamos que o Governo se sensibilize para a Saúde", afirmou.

"A partir de hoje, nós que apoiamos o Governo temos que tomar posição nessa Casa. Precisamos que o Governo se sensibilize para a Saúde", afirmou Gilmar Fabris.

Mesmo com críticas ao setor, Fabris defendeu o secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares. "Ele é um ótimo gestor. Poderia ser ministro, mas está há pouco tempo na Saúde do Estado e tem feito o que pode, com total respaldo do governador", comentou.

O deputado Guilherme Maluf (PSDB) defendeu Taques, afirmando que não há desvios de recursos da Saúde, mas um ‘desfinanciamento’ por parte da falta de recursos pelo Governo Federal.

"A base trabalha pelo povo e vamos levar ao Governo propostas para a Saúde, sem demagogia. O que está acontecendo hoje é a diminuição ou paralisação dos repasses para a Saúde da União e em um momento que o setor mais precisa, cada vez mais. Precisamos dar atenção para que os hospitais regionais funcionem, mas sendo propositivos e sem demagogia", apontou Maluf.

O tucano apresentou ainda a proposta de que todos os parlamentares destinem os recursos de suas emendas obrigatórias para o setor.

Zeca Viana (PDT) apontou que existe má gestão dos recursos para o setor e afirmou que a oposição não deixará votar qualquer outro projeto do Executivo, entre eles, o que autoriza o Governo a contrair empréstimo federal para a retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

"Não vamos nos omitir de pontuar essa situação tão caótica como a da Saúde", afirmou Viana.











(2) COMENTÁRIOS

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Cleber  24.05.17 18h23
Chegou a hora de priorizar Saúde, Educação, Segurança Pública e Servidores Públicos. Se não a máquina pode parar.

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alexandre  24.05.17 13h48
vão ser exonerados .....

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