17.10.2019 | 14h30


MUDANÇA DE PARTIDO

Deputado compara crise no PSL a casamento: ‘Querem arrumar outra mulher para Bolsonaro'

O presidente regional do partido em MT, Silvio Favero disse que conversou com o presidente da República que descartou sair da sigla.


DA REDAÇÃO

O vice-presidente do PSL em Mato Grosso, deputado Silvio Favero acredita que o presidente Jair Bolsonaro seguirá no partido mesmo diante da crise interna dos últimos meses. Ele disse que conversou com o presidente e com o filho dele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que descartaram possível partida.

O deputado comparou a situação vivida pelos pesselistas como um casamento em crise.

“A última vez que conversei com o presidente, há uns 15 dias, conversei com o filho dele, o Eduardo, não há nada disso, por enquanto. O que me passou é que todo casamento tem crise e estão querendo arrumar outra noiva, outra mulher, para o nosso presidente”, disse.

Favero afirmou que existe um descontentamento de Bolsonaro com o presidente nacional do PSL, deputado federal Luciano Bivar, pois, segundo ele, Bivar acha que “manda” no partido.

“Há um descontentamento do nosso presidente junto com Bivar, porque o Bivar acha que manda no partido e não manda. Então, acho que está faltando um pouco de amadurecimento de todos, não só do Bivar, também do presidente, dos presidentes estaduais”, comentou.

A crise no PSL foi externada após Bolsonaro ter orientado um apoiador a esquecer a sigla. Na terça-feira, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Luciano Bivar. A operação investiga possível utilização candidatos laranja pelo PSL nas eleições do ano passado.

A ação agrava ainda mais crise na legenda. Favero comentou que em Brasília, os parlamentares chegaram de formular uma lista pedindo que Bivar fosse destituído da presidência da sigla.

“Há um descontentamento por parte de alguns parlamentares em Brasília com o nosso presidente Bivar isso não é negado para ninguém, inclusive teve uma lista que alguns assinaram. Não vamos tampar o sol com a peneira. Agora, o fato dessa operação a partir do momento que começa chegar denúncia infundada e fundada a Polícia Federal tem que fazer o papel dela seja qual foi o partido. Se houve alguma irregularidade do nosso presidente quem vai arcar é ele”, destacou.











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