01.02.2017 | 07h30


FRAUDES NA SEDUC

Depoimento de ex-servidor pode desencadear nova operação, diz advogada

Um promotor do Naco participou da oitiva de Fábio Frigeri, na tarde de segunda-feira (30); autoridades já são citadas em processo que tramita em segredo de Justiça


DA REDAÇÃO

O engenheiro e ex-servidor da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Fábio Frigeri, réu na ação penal decorrente da Operação Rêmora, prestou depoimento na tarde de segunda-feira (30) a promotores tanto do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) quanto do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco).

“É fazer uma nova denúncia já que a outra instrução processual já caiu por terra. Eles entendem que é mais fácil fazer uma nova denúncia”, disse a advogada de Frigeri.

A presença de um membro do Naco representa que ele foi questionado sobre a participação de autoridades com prerrogativa de foro privilegiado no esquema de fraudes em licitações e cobrança de propina na Seduc.

A informação foi confirmada pela advogada de Frigeri, Michele Marie, que afirmou que uma nova denúncia deve ser oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE).

“É fazer uma nova denúncia já que a outra instrução processual já caiu por terra. Eles entendem que é mais fácil fazer uma nova denúncia”, disse ao final da oitiva de seu cliente.

Ela afirmou ainda que as declarações de Frigeri serão utilizadas no processo que tramita em segredo no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

“Vai ser encaminhado para outro procedimento sim, mas não foi questionado nada de relevância sobre o outro procedimento com autoridade”.

“Vai ser encaminhado para outro procedimento sim, mas não foi questionado nada de relevância sobre o outro procedimento com autoridade”.

Segundo a advogada, Fábio Frigeri não acrescentou nada que já não tenha dito em depoimentos anteriores, feitos inclusive ao Juízo da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, em dezembro do ano passado. “Não tem mais nada a esclarecer, tudo o que ele tinha a esclarecer já está esclarecido nos interrogatórios”.

Michele também negou que Frigeri vá fazer acordo de delação premiada, uma vez que já teria dito tudo o que sabe.

“Ele não deixou de falar nada, nem aumentou e nem diminuiu. Então, não tem mais nada que ele possa estar acrescentando que seja de interesse e relevante para uma delação”, avaliou.

Conforme o já divulgou, a delação premiada do empresário Giovani Guizardi, dono da Dínamo Construtora e da Guizardi Júnior Engenharia, acusado de ser o operador do esquema, apontou nomes de políticos.

Segundo ele, o governador Pedro Taques (PSDB) teria recebido dinheiro de caixa 2 em sua campanha de 2014, o presidente da Assembleia Legislativa Guilherme Maluf (PSDB) seria o detentor do “real poder político” da pasta e teria recebido parte do dinheiro ilícito no escritório do buffet Leila Malouf.

Além deles, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB), também chegou a ser citado como recebedor de parte da propina porque seria o responsável pela indicação do ex-secretário Permínio Pinto para comandar a Seduc. 

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(2) COMENTÁRIOS

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Paulo  01.02.17 09h40
Qual dúvida ainda existe que o Grão Vizir é o GM!? Isso tá claro!

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alexandre  01.02.17 07h46
Meu Deus, altos cargos...

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