20.08.2019 | 06h00


FRAUDE NA SEDUC

Delegado rebate petista e nega pirotecnia em operação que prendeu ex-secretário

Alvo de busca e apreensão, a deputada Rosa Neide pontuou que a busca e apreensão realizada em sua casa e a prisão de Francisvaldo Assunção foi pirotécnica.


DA REDAÇÃO

O delegado titular da Diretoria Geral da Polícia Judiciária Civil, Fernando Vasco Spinelli Pigozzi rebateu a afirmação da deputada federal Rosa Neide Sandes (PT) de que a Operação Fake Delivery, da Delegacia Fazendária (Defaz) “se tratou de pirotecnia”.

A declaração da petista ocorreu logo após os investigadores cumprirem ordem de prisão contra seu ex-secretário-adjunto de Administração Sistêmica, Francisvaldo Pereira de Assunção, e de busca e apreensão de documentos na casa da parlamentar, que na época dos fatos apurados era ex-secretária de Estado de Educação.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da deputada afirma que ela “não é investigada” pela Polícia Civil, no âmbito da operação. No entanto, o delegado Fernando Vasco confirmou que existe investigação de corrupção contra a ex-secretária e que não se trata de uma “pirotecnia” como ela e outros membros do Partido dos Trabalhadores afirmaram. 

“Pirotecnia em hipótese alguma e posso dizer que nós [policiais] estivemos em três veículos descaracterizados [na residência da parlamentar]. Então, se quiséssemos fazer pirotecnia a postura seria totalmente contrária ao que realmente foi executado. Estivemos de maneira discreta e cumprimos o nosso papel”, explica o diretor da Polícia Civil.

Durante coletiva na sede da Delegacia Fazendária, os delegados Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, Luiz Enrique Damasceno e Silvio Ferreira Júnior, responsáveis por apurar o desvio de recurso, confirmaram 28 atos de atestamento de notas ilegais para compra de materiais escolares na Seduc. Os materiais teriam como destinatárias as comunidades indígenas “Campo” e “Quilombola”. 

Conforme os delegados, apenas a quantia de R$ 800 mil foi justificada pelo grupo gestor, à época em que Silval Barbosa (sem partido) era governador do Estado.

“Ocorre que 28 notas foram atestadas pelo senhor Francisvaldo da secretaria, somando R$ 1,134 milhão e esse material não foi levado ao estoque da Seduc”, disse Luiz Henrique Damasceno. 

Operação Fake Delivery 

A Operação Fake Delivery apura desvios da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) no montante acima de R$ 1.134 milhão para aquisição de  materiais destinados  a escolas indígenas. A operação foi deflagrada na manhã de segunda-feira (19) pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Administração Pública (Defaz).

O mandado de prisão foi expedido para Francisvaldo Pereira de Assunção e cumprido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Posto Gil, em Diamantino.

 

O destino de mais de R$ 1,1 milhão em materiais “supostamente” entregues na sede da SEDUC, ao secretário adjunto de Rosa Neide ainda é apurado.  As informações foram remetidas à Defaz em 2017, através do Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção, indicando irregularidades na aquisição dos materiais.

Leia a nota 

Nota Pública  

A deputada federal Professora Rosa Neide (PT) acompanha pela imprensa os desdobramentos da Operação Fake Delivery. Embora não seja investigada, a parlamentar informa que segue, como sempre, à disposição dos Órgãos de Investigação para quaisquer esclarecimentos, referentes ao período que atuou como secretária de Estado de Educação. 

 Assessoria de Imprensa  

Deputada Federal Professora Rosa Neide (PT-MT)











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