27.05.2020 | 13h52


PODERES / VEREADOR CALISTRO

Comissão adia audiência e nega pedido para suspender trabalhos até fim da pandemia

Estavam arrolados como testemunhas o ex-senador Júlio Campos, três delegados e mais nove pessoas; oitivas ficaram para junho


DA REDAÇÃO

A Comissão Processante da Câmara de Várzea Grande, que investiga possível quebra de decoro parlamentar do vereador Calistro Lemes do Nascimento, Jânio Calistro (PSD), adiou a audiência que estava prevista para esta quarta-feira (27) quando seria ouvido o ex-senador Júlio Campos, os delegados da Polícia Civil Alcindo Rodrigues da Silva e Vitor Hugo Bruzulato Teixeira e outras pessoas que foram arroladas como testemunhas do parlamentar.

Além disso, a comissão negou o pedido da defesa dele para suspender os prazos da investigação até o final da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

A decisão está no Diário Oficial Eletrônico dos Municípios que circulou hoje.

Calistro foi preso em dezembro do ano passado após a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), deflagrar a operação "Cleanup". Ele é suspeito de envolvimento com grupo de traficantes que atuava na região. O parlamentar foi solto em março.

A defesa do vereador pediu a suspensão da audiência marcada para esta quarta-feira e dos prazos da comissão até o final da pandemia da Covid-19.

O presidente, vereador Valdemir Bernardino de Souza (DEM), disse que a solicitação é inviável porque não há certeza de quando ocorrerá o fim da pandemia. Além disso, destacou que caso o pedido fosse aceito corre o risco do requerimento ser arquivado, já que a comissão tem apenas 90 dias para concluir os trabalhos.

Ao redesignar a audiência, a comissão pediu para que a defesa do vereador, no prazo de cinco dias, disponibilize números de WhatsApp das testemunhas para realizar a audiência de modo virtual.

“Consigna-se que, dado a situação de isolamento social a que estamos vivenciando, está havendo grande dificuldade de localização/intimação das testemunhas arroladas pela defesa, razão pela qual, em obediência aos princípios da ampla defesa e contraditório, a fim de se evitar prejuízo para a defesa com a frustração da oitiva de suas testemunhas, deverá ficar sob a responsabilidade da defesa a comunicação com as mesmas para participarem do ato, o que se dará independente de intimação”.

Além de Júlio Campos e os delegados também seriam ouvidos Anderson Pereira; Michele A. Coelho Defesa; Luis Eduardo G. F.Andrade; Rogério Caldas Defesa; Major PM Mário Souza; Claudio Marinho Correa; Lauriano Silva Gomes da Cruz; João Vanderson Silva da Cunha.

A prefeita da cidade Lucimar Campos, o marido dela, o senador Jayme Campos e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, todos do DEM, também foram arrolados como testemunhas de defesa, no entanto, ficou a critério deles marcar uma data para serem ouvidos até o mês de junho.











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Matéria(s) relacionada(s):

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO