31.01.2017 | 12h00


APOSTA NA 'VIRADA'

Com apoio da minoria, Medeiros disputa presidência do Senado com o PMDB

José Medeiros disputa dom Eunício Oliveira (PMDB-CE). Na na terça-feira ele reúne parlamentares para apresentar propostas e tentar aumentar apoio



Sem o apoio da maioria, o senador mato-grossense José Medeiros (PSD) deve enfrentar, na quarta-feira (1º) a eleição à presidência do Senado, concorrendo com Eunício Oliveira (CE), que é o escolhido pela bancada do PMDB, que tem maior representatividade parlamentar.

Medeiros afirma que tem a garantia do voto de 31 dos 81 senadores, mas entre estes não estariam inclusos os representantes de Mato GRosso, Cinho Santos (PR) e Wellington Fagundes (PR), que teriam compromisso com o partido do candidato adversário.

A tradição determina que os partidos indiquem nomes para compor a Mesa Diretora, ocupando os cargos de acordo com a proporção de senadores que possuem em atividade.

Além do PMDB, Eunício Oliveira afirma ter o apoio da maior parte das legendas.

Do outro lado, Medeiros, que não tem o apoio oficial de seu partido,  reune parlamentares, nessa terça-feira (31), véspera da eleição, para apresentar suas propostas  à presidência do Senado e tentar conquistar os 41 votos necessários para vencer a eleição.

Desde novembro, o parlamentar de Mato Grosso vem anunciando sua candidatura e afirma que articulou aprovação necessária para o enfrentamneto.

O parlamentar nega que sua atitude represente uma ruptura no Senado, já que o PSD é da base do presidente Michel Temer que é do PMDB. Para o representante de Mato Grosso, a eleição não será uma “luta de MMA”, mas sim uma disputa de esgrima.

Ao , Medeiros disse que sua candidatura à presidência do Senado terá resultado diferente da experiência vivida pelo governador Pedro Taques (PSDB), que em 2013, pelo PDT, foi candidato a presidente do Senado e perdeu para Renan Calheiros (PMDB) por 43 votos de diferença.

Nas últimas quatro eleições o indicado do PMDB, que contava e ainda conta com o maior número de senadores, saiu vencedor.

A eleição ocorre em reunião preparatória marcada para as 16h, no Plenário da Casa e será comandada pelo atual presidente, Renan Calheiros. 

Os senadores votam de forma secreta. Eles podem utilizar a urna eletrônica, como ocorre nas comissões da Casa; ou cédulas de papel, com os nomes de todos os postulantes à vaga.











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