26.03.2020 | 14h26


PODERES / PANDEMIA DE CORONAVÍRUS

Com apenas 2 respiradores no hospital, prefeito mantém isolamento social

Em Diamantino, além do comércio fechado, há toque de recolher para evitar que a população fique na rua



Prefeito de Diamantino, Eduardo Capistrano (PDT) segue os mesmos passos da Capital e decidiu manter o isolamento social na cidade, com o comércio fechado. Ele destaca preocupação com a falta de estrutura da saúde, uma vez que o hospital local tem apenas dois respiradores. O prefeito informa que foi feita a compra de outros dois aparelhos pela prefeitura com apoio da Câmara Municipal e a Unemat cedeu outro aparelho.  Porém, o município ainda se mobiliza junto à sociedade para a aquisição de equipamentos, leitos, contratação de profissionais, entre outros investimentos.

Em reunião com membros do Comitê de enfretamento ao Coronavírus (Covid-19), além de profissionais da saúde, destaca que a decisão foi por não alterar as medidas estabelecidas. Dentre as restrições, impostas pelo último decreto em Diamantino estão o fechamento de vários segmentos comerciais, toque de recolher e barreiras nos cruzamentos de acesso à cidade.

O prefeito enfatiza que apesar de não haver nenhum caso confirmado da doença no município, é preciso reorganizar a rede de saúde pública municipal a fim de se preparar para receber eventuais casos que surgirem. “Esta fragilidade do sistema de atendimento não é só em Diamantino. Ocorre em todo o estado de Mato Grosso em todo o território nacional. Já estamos com várias estratégias para receber algum caso que dependa de internação”, explicou. 

O prefeito destacou que há uma mobilização junto à Associação Madre Paulina e a comunidade local para preparar o espaço no Hospital São João Batista, isolando uma área, onde possa haver internações. “Nós estamos muito preocupados com a economia local, sim. Mas temos que pensar primeiro nas pessoas e como atender eventuais casos, já que não podemos encaminhar possíveis enfermos da doença para outro local, porque fomos informados de que, no Estado, os hospitais referências para atender esses pacientes com a doença estão lotados, impossibilitados de recebê-los”, acrescentou. 

Capistrano faz um apelo a toda classe empresarial, comerciantes, autônomos, profissionais liberais que, neste momento, se veem prejudicados com as medidas duras impostas. “Até nós, como servidores, estamos preocupados com a situação financeira da Prefeitura vez que as contas dependem dos contribuintes e fechados eles não têm condições de manter a receita do município. Mas nesse momento a prioridade é a saúde das pessoas. A partir do dia 5 de abril, estaremos adiantados em relação à estrutura do hospital, com menos risco de sermos surpreendidos com algum caso positivo de coronavírus na cidade e com melhores condições de suportar casos graves”, afirmou.

Amanhã (27) será realizada uma reunião para debater a flexibilização para alguns segmentos que não oferecem riscos de aglomeração de pessoas poderem voltar a funcionar.  

 











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