16.11.2019 | 12h40


MELHORA FINANCEIRA

Casa Civil descarta prorrogação de calamidade financeira em MT

Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, após medidas de contenção de gastos e administrativas, que ajudaram a dar fôlego nas contas do Estado, o governador não deve renovar o decreto.


DA REDAÇÃO

O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho acredita que o governador Mauro Mendes (DEM) não prorrogue novamente o decreto de calamidade financeira. A validade do último decreto encerrou na quinta-feira (14).

Em julho, o governador considerou o não recebimento do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) de 2018, de cerca de R$ 400 milhões e déficit financeiro na Conta Única de R$ 832 milhões, no primeiro semestre do ano, para alongar o prazo do estado de calamidade por mais 120 dias.

“As coisas já melhoraram muito, evoluíram muito em função de todas as decisões que foram tomadas no mês de janeiro, com a aprovação da Assembleia Legislativa e com a liderança do presidente Eduardo Botelho, dando um norte para esta gestão. Muita coisa tem que ser melhorada, tem muito dever de casa para ser feito, mas não se comparada nada com o dia 1° de janeiro”, disse a imprensa durante o sorteio da Nota MT na quinta-feira.

"Muita coisa tem que ser melhorada, tem muito dever de casa para ser feito, mas não se comparada nada com o dia 1° de janeiro”, disse.

“O governador vai decidir ainda, mas provavelmente não será renovado”, complementou.

O governador publicou no dia 17 de janeiro, após aprovação da Assembleia, o decreto 07/19 que estabeleceu o decreto de calamidade pública do Estado. Foi levado em consideração o crescimento das despesas com pessoal que, segundo o Executivo, no período de 2003 e 2007, variaram de R$ R$ 1.690.961.036,19 para R$ 11.762.024.011,73; o altíssimo grau de inadimplência do Estado, especialmente com fornecedores; o déficit do Estado, considerando-se tão somente os restos a pagar sem disponibilidade financeira, de R$ 2,1 bilhões.

“O governador vai decidir ainda, mas provavelmente não será renovado”, complementou.

Uma séria de medidas para contingenciar os gastos públicos foram adotadas no início do ano para diminuir o déficit orçamentário como reforma administrativa que reduziu de 24 para 15 o número de secretarias e autoriza a extinção de algumas empresas públicas, reedição do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), revisão dos critérios de concessão da revisão da RGA (revisão geral anual); a nova Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estadual.

Estado de dificuldade

Em outubro, o governador, em entrevista ao Conexão Poder, comentou sobre a possibilidade de extinguir o decreto no final desse ano. Ele destacou que Mato Grosso estava saindo do estado de calamidade financeira para migrar ao estado de dificuldade.

“Nós vamos sair do estado de calamidade, que tivemos no começo do ano. Ficamos num estado de dificuldade e estamos melhorando. Isso é óbvio, que estamos melhorando. Os números dizem isso. Os resultados do Governo mostram e demonstram isso. Por isso eu digo que é muito provavelmente que não”, disse. Veja a entrevista aqui.











(1) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

ana  16.11.19 14h21
calamidade é a gente ter que pagar por comissionados que nem horario de trabalho cumprem

Responder

1
0
Matéria(s) relacionada(s):

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO