04.06.2019 | 14h10


DENÚNCIA DE EX-ASSESSOR

Câmara alega falta de provas e livra Wellaton de cassação por desvio de verba indenizatória

O ex-chefe de gabinete afirma que foi obrigado a devolver R$ 4 mil da verba indenizatória ao vereador para manter seu salário de R$ 6 mil que recebia na Câmara.



A Câmara Municipal de Cuiabá arquivou o processo contra o vereador Felipe Wellaton (PV), que poderia resultar na cassação de seu mandado por supostamente se apropriar de verbas indenizatórias pagas ao seu ex-chefe de gabinete, Jadson Nazário de Freitas.

A denúncia, segundo a comissão, foi formulada na Câmara por Valmir Molina, embasada em matérias jornalísticas. Um dos motivos do arquivamento do processo, segundo o documento, “é a evidente falta de provas contra o parlamentar, que justifique a propositura de abertura de processo de cassação”.

“A representação claramente se baseia apenas em matéria jornalísticas e, portanto, não tem elementos probatórios ou sequer indiciários de que o vereador tenha efetivamente abusado das prerrogativas parlamentares ou percebido, em benefício próprio ou de terceiros, vantagens indevidas”, explicou Vinicyus.

Ele ainda reforçou que não colocaria em pauta um pedido de cassação a qualquer preço.

“Esse tipo de processo só deve ocorrer quando se há uma mínima demonstração, por meio de provas idôneas, o que não houve em qualquer momento até aqui”.

O relatório foi formulado pelo vereador Marcrean Santos e lido em sessão ordinária nesta terça-feira (5).

MPE apura

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu inquérito para investigar a conduta do vereador Felipe Wellaton (PV), que é acusado de em 2017, ter desviado parte do salário e da verba indenizatória de seu ex-chefe de gabinete.

Jadson contou ao MPE que Wellaton teria o obrigado a devolver R$ 4 mil pagos de verba indenizatória, para poder manter seu salário de R$ 6 mil na Câmara. Consta ainda que o vereador teria pedido o dinheiro para quitar uma dívida de sua empresa Açai das Águas, que fica no Parque das Águas.

Jadson também afirma que em janeiro de 2017 ele foi rebaixado do cargo de chefe de gabinete para assessor parlamentar. Seu salário teria diminuído de R$ 6 mil para R$ 4 mil e mesmo em outro cargo continuou recebendo a VI e a repassado para Wellaton.

Em nota à imprensa, o vereador alega que a denúncia é caluniosa.

Disse que Jadson foi desligado do gabinete, "pois não cumpria os horários combinados e faltava sem justificativa". Detalhou que Jadson foi exonerado do cargo de chefia um mês após ser nomeado, pois, segundo o vereador, mentiu ao dizer que tinha inscrição na OAB. "Todos os sucessores no cargo eram advogados devidamente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil".

Sobre a VI, reforçou que exoneração de Jadson, no cargo de chefe de gabinete foi publicada em Diário Oficial e que ele continuou recebendo a VI por mais dois meses por "culpa da Secretaria de Gestão de Pessoas da Câmara de Cuiabá".











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