26.02.2020 | 17h35


PODERES / QUEBRA DE DECORO

Câmara abre CPI para cassar vereador preso e indiciado por tráfico

Jânio Calistro está preso desde dezembro, quando foi deflagrada a operação Cleanup


DA REDAÇÃO

A Câmara Municipal de Várzea Grande instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o vereador Jânio Calistro (PSD) que está preso há mais dois meses após a deflagração da operação “Cleanup”. Ele foi indiciado pela Polícia Civil por tráfico e associação para o tráfico de drogas.

A portaria que determina o início da apuração foi publicada no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios que circulou nesta quarta-feira (26) e é assinada pela presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, Gisele Barros (PSB).

A comissão foi instaurada para investigar se houve quebra de decoro parlamentar.

“O instaurar a Comissão Parlamentar de Inquérito, objetivando apurar em toda a sua dimensão a prática, em tese, de ato que constitui quebra de decoro parlamentar […], que resultou na prisão preventiva e no consequente indiciamento do Vereador Calistro Lemes do Nascimento, pela prática, em tese, dos crimes previsto nos Arts. 33 e 35, da Lei 11.343/2006”, diz trecho da portaria.

A presidente da Comissão de Ética determinou que o relator da CPI, que ainda não foi escolhido, ouça o delegado de Polícia, Vitor Hugo Bruzulato Teixera, que presidiu o inquérito e os policiais que atuaram na operação que resultou na prisão do vereador.

Além disso, pediu para que fossem juntadas aos autos todas as matérias vinculadas na mídia sobre o assunto. Ela ainda determinou que Jânio fosse notificado para que apresente defesa no prazo de 10 dias.

Cleanup

O vereador foi preso durante a Operação Cleanup, deflagrada no dia 19 de dezembro, para dar cumprimento em 56 ordens judiciais, sendo 23 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão expedidas pela 3ª Vara Criminal de Várzea Grande, com objetivo de combater a ação de traficantes que atuam principalmente no município.

De acordo com o delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixera, o vereador, que é policial civil aposentado, atuava junto ao grupo de traficantes, inclusive, orientando compras e vendas de drogas.

Em janeiro, o desembargador Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou o pedido de soltura do vereador e classificou como temerária a possível saída dele da prisão.

Jânio Calistro e outras 32 pessoas foram indiciados pela Polícia Civil por atuação com o tráfico e associação para o tráfico de drogas.

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