17.02.2020 | 07h11


PODERES / SESSÃO SECRETA

Bussiki afirma que vai recorrer à Justiça para que CPI não seja censurada

Proposta do vereador sargento Joelson foi apresentada durante a retomada dos trabalhos dos trabalhos da comissão


DA REDAÇÃO

Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, Marcelo Bussiki (PSB) disse que o requerimento apresentado pelo vereador sargento Joelson (PV), membro da CPI, para que as sessões sejam secretas, é inaceitável e censura os trabalhos desenvolvidos pela comissão.

A proposta foi apresentada durante a retomada dos trabalhos na sexta-feira (14) e causou bastante polêmica, principalmente entre os vereadores de oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), alvo da CPI.

Bussiki disse que acolheu o pedido e que irá analisá-lo e solicitar a opinião da Procuradoria-Geral da Câmara sobre o tema.

“Nós acolhemos, nós temos que receber todo e qualquer requerimento, vamos analisá-lo, se necessário pedir a opinião da procuradoria e colocar para deliberação, como é do regimento interno. Não vamos fugir nada do regimento interno, mas isso é inaceitável nos tempos de hoje. Uma censura dessa, uma CPI, não só a imprensa como a população cuiabana, a gente vê com muito incabível e totalmente equivocada essa solicitação do sargento Joelson”, comentou.

Ele destacou que pretende recorrer à Justiça caso o requerimento seja aprovado pelos membros da comissão.

“A população tem, deve e vai acompanhar. Se necessário, vamos judicializar, caso seja aprovado pelos outros membros. Vamos tomar todas as medidas cabíveis para que a população participe e fiscalize, cada posicionamento aqui seja do vereador a, b ou c”, ressaltou.

Ao apresentar a proposta, sargento Joelson disse que o pedido é respaldo na Lei de Abuso de Autoridade. Ele destacou que os 25 vereadores poderiam participar das reuniões, no entanto, não poderiam fazer gravações ou fotos.

CPI

A CPI começou os trabalhos em 2017, mas no mesmo ano a apuração foi suspensa devido a possíveis irregularidades na composição dos membros. No ano passado retomou com novos integrantes, mas foi suspensa pela Justiça novamente.

Em janeiro, a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Helena Maria Bezerra Ramos, revogou liminar e autorizou a retomada da CPI. A Procuradoria da Câmara recorre da decisão.

O objetivo da comissão é apurar em que circunstâncias o vídeo em que Emanuel, na ocasião deputado estadual, aparece recebendo maços de dinheiro do então chefe de gabinete do governo Silval Barbosa, Sílvio Correa.

As oitivas serão retomadas na próxima semana. Serão ouvidos novamente o ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, Sílvio Corrêa, no dia 19 de fevereiro; o ex-governador no dia 2 de março; Valdecir Cardoso, responsável por enquadrar a câmera usada para gravar Emanuel, entre outras pessoas, no dia 9;  o ex-secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alan Zanatta, dia 16.

 











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